quinta-feira, 16 de agosto de 2012

…ENTRANDO NOS PARÂMETROS DE UMA GNOSE CIENTÍFICA E REVOLUCIONÁRIA




Introdução:




   O Gnosticismo científico revolucionário, afirma enfaticamente a coexistência harmoniosa de uma infinidade de Universos Paralelos.
Uma análise de fundo levar-nos-ia à conclusão lógica de que tais Universos existem não só nas dimensões superiores do Espaço, como ademais nas infra-dimensões submergidas da Natureza.
De nenhuma maneira vem a ser absurda a afirmação contundente, que dentro de cada “Universo Paralelo” existem séries de universos; chamemos-lhes átomos, moléculas, partículas, células, organismos, etc.
Nenhum físico ignora que este Universo no qual vivemos, actuamos e morremos, existe graças a certas constantes: Velocidade da luz; constante de Plank; número de Avogrado, carga elementar Electro–volte; Energia em repouso de um corpo de um Kg de Massa, etc.
Quando um Universo possui constantes radicalmente diferentes, vem a ser totalmente estranho e inimaginável para nós.
Mas se as diferenças não são muito grandes, as interferências com o nosso mundo tornam-se possíveis.
Tudo é uma questão de poder manipular níveis de Energia e Velocidade.
Os sábios do nosso mundo inventaram um espelho mágico assombroso: o acelerador de partículas.
Torna-se interessante seguir os constantes desafios a que se propõe a Ciência Moderna e nestes momentos convém ter em consideração o estudo científico dos “Bosões” e a última descoberta revolucionária que por estes dias acaba de acontecer; a descoberta daquilo que alguns  chamam a “Partícula de Deus”; contudo nós estudantes do Gnosticismo Revolucionário devemos ir mais longe, avançar para a compreensão dos “Punctas”, as misteriosas partículas que não ocupam espaço, não possuem qualquer tipo de “massa” e não têm propriedades eléctricas e magnéticas, embora estas as governem e dirijam.
…a lógica superior, permite-nos também compreender que existem “Universos” que viajam no “Tempo” de forma distinta à nossa e que estão constituídos de modo estranho, submetidos a leis diferentes.
   Pelo espaço estrelado viajam “Mundos” que estão radicados noutro”Tempos”, para nós estranhos e misteriosos.
…os estudantes do Esoterismo precisam de uma Revolução Cultural-Espiritual.
É urgente modificar o léxico Esoterista, precisa-se de um novo vocabulário Ocultista, uma linguagem revolucionária especial que sirva exactamente à ideologia de Aquário.
…neste tipo de enquadramento convém introduzir a nossa compreensão sobre o que se designa de “Fogo Solar” e “Fogo Interior”.
…tenha-se em consideração que entre os múltiplos “Fogos” que crepitam nos Campos Energéticos do “Espírito”, aquele que resplandece, reluz e brilha na glândula pineal; na parte superior do cérebro, é sempre o anunciador do “Fogo Pentecostal” e que transporta a “Arca” de cidade em cidade, quer dizer, o Fogo Solar no Homem, de centro energético molecular a centro energético molecular ao longo da espinha dorsal.
… com máxima urgência e inadiavelmente, precisamos de Despertar a Consciência, se é que realmente queremos auto–conhecer-nos a fundo.
Só o homem auto–consciente pode penetrar à vontade nos “Universos Paralelos”.
… o“Fogo Solar” é evidentemente o que se necessita para fazer e desenvolver dentro de nós próprios a disponibilidade ao “Homem”.
   “Fohat” é pois a força geradora, o fogo central vivente e filosofal que pode originar dentro da biologia do animal racional, o autêntico e legítimo “Mutante”, o “Homem” real e verdadeiro.
Precisamos do alento do Fohat para fecundar a nossa própria psique; chispas Pentecostais para tornar-nos Auto–conscientes.



…OS “PUNCTAS”




…torna-se indispensável ir mais além do dogmatismo atómico, nós estudantes da Gnose de todos os Tempos, afirmamos enfaticamente e de forma solene que isso que chamamos Matéria se compõe de certas partículas bem definidas, conhecidas correctamente com o nome de “Punctas”.
Necessitamos de franqueza e sinceridade nestas questões, colocando as cartas sobre a mesa de uma vez por todas.
Dentro dos “Punctas” a noção de “espaço” é algo que não tem a menor importância.
Ainda que pareça incrível dentro destas partículas, o diâmetro de um dos “sete pontos últimos”, é sem sombra de dúvida, a menor longitude existente.
…Um determinado sábio, cujo nome nos abstemos de mencionar, disse: «…os “Punctas” atraem-se quando se encontram bastante longe uns dos outros e repelem-se quando estão muito próximos; logo a certa distância, uma repulsão é de novo exercida».
Investigações em profundidade com o “Sentido Espacial”, (Vidência), plenamente desenvolvido têm permitido aos sábios verificar que os “Puncta” apresentam uma bela cor dourada.
A experiência mística directa, (o Conhecimento directo supra-consciente) tem permitido evidenciar com clareza que os movimentos de interacção dos “Punctas” se desenvolvem de acordo com a moderna Teoria da Mecânica Ondulatória.
…os sábios da Gnose, através de rigorosas observações científicas puderam compreender profundamente que os “Punctas” não são átomos, nem nucleões, nem qualquer classe de partículas descritíveis pela Ciência actual.
Sem sombra de dúvida podemos e devemos afirmar categoricamente que os “Punctas” são entidades absolutamente desconhecidas para a Física contemporânea.
Seria absurdo afirmar que os “Punctas” ocupam espaço.
Para uma Mente acostumada às severas disciplinas do Pensamento resultaria ilógico e disparatado afirmar que tais objectos possuam alguma classe de Massa.
Deve compreender-se que diversos conjuntos de “Punctas” sob o inteligente impulso disso que os Antigos Sábios Gregos chamavam o “Logos Criador”, e que nos dias de hoje podemos designar como “Incognoscível” (a “Fonte de tudo, Abstracta”), vêm a constituir-se em tudo isso que chamamos Neutrinos, Partículas, Núcleos, Átomos, Moléculas, Estrelas, Galáxias, Universos, etc.
…o estudo rigoroso dos “Punctas”,a partir de uma lógica Tetradimensional profunda permite entrar no fascinante Mundo das Matemáticas.
Neste enquadramento vimos a compreender que tudo o que existe em qualquer dos Universos Paralelos ou nas 7 Dimensões da Natureza, desde o átomo mais insignificante até ao organismo mais complexo se reduz em última síntese a Números.
Ex: - que quantidade de “Punctas” é indispensável para se formar um electrão?
Que capital de “Punctas” se requer para estruturar um átomo de hidrogénio?
Que soma exacta de “Punctas” é urgente para a existência de um átomo de Carbono?
Quantos “Punctas” são necessários para a criação de um átomo de oxigénio?
Qual é o compendio preciso de “Punctas” básico, cardinal, para a formação de um átomo de nitrogénio?
Tudo isto é algo que todavia infelizmente se ignora.
Devemos buscar o segredo do Universo e de todas e de cada uma das 7 Dimensões da Natureza, não no Mundo das formas (que são Ilusórias, como afirma categoricamente a Filosofia Mística Oriental), mas sim, buscá-lo nos Números, nas Matemáticas.
Depois de rigorosas observações e estudos analíticos, os Sábios da Gnose chegaram à conclusão que o movimento mecânico ondulatório dos “Punctas” se processa em séries que passam de uma Dimensão a outra e outra.
As 7 Dimensões da Natureza e as 7 Ordens de Mundos conhecidas têm a sua Causa Causorum, origem ou raiz em 7 séries de “Punctas”.
Com clareza torna-se óbvio pensar que a primeira série origina a segunda e esta a terceira, e assim sucessivamente.
Analisando, examinando esta questão dos “Punctas” e o seu desenvolvimento em séries que se processam em níveis multidimensionais, encontramos a própria base dos Universos Paralelos.
…a análise, a experiência, a lógica superior, permite-nos compreender que existem Universos que viajam no Tempo de forma distinta à nossa e que estão construídos em forma estranha, submetidos a leis diferentes.
Pelo Espaço Estrelado viajam Mundos que estão radicados noutros Tempos estranhos para nós, misteriosos.
A Natureza tem múltiplos jogos no Espaço Infinito, contudo os “Punctas” são o fundamento vivo de qualquer tipo de Matéria.
Em nenhum canto do Infinito se escreveu jamais o último tratado de Física.
No Espaço Infinito existem milhões de microfísicas e Cosmogonias distintas.
É urgente analisar, observar e passar muito para além das partículas da Física contemporânea, se é que em verdade aspiramos conhecer os “elementos primários”, os “Puncta fundamentais”.
Chegou a hora de transcender o atomismo ingénuo e estudar profundamente os “Punctas” e as Leis Secretas da Vida.



…OS “FOHATS”:




…Einstein, o famoso autor da Teoria da Relatividade, a princípios do século XX concebeu na sua Mente genial um Universo curvo, finito, fechado como um ovo.
Todavia ainda nos vem à memória, aquela espantosa exclamação desse homem extraordinário, quando disse: «…o Infinito tende a um limite».
Ninguém ignora que mais tarde Edwin Hubbe descobriu com assombro, no famoso Observatório do Monte Wilson, que todas as Galáxias que povoam o Espaço Infinito se afastam a velocidades fantásticas, umas das outras.
Isto é um facto inegável.
Infelizmente George Lemaitre, (do nosso ponto de vista) não soube compreender e procurando causas chegou a conclusões equivocadas.
E explicou, de forma absurda o seguinte: «…se o Universo está em contínua expansão, é porque um dia houve uma explosão a partir de um centro, de um núcleo esférico, (ovóide) primitivo», e depois propôs-se a dar uma explicação adequada de tal fenómeno dentro do seu enquadramento lógico.
Tudo isso resultaria maravilhoso, porém há algo que se impõe perante o nosso entendimento!
Quem criou esse Ovo Cósmico?
O que existia antes?
Porque teria que dar-se a cósmica explosão em determinado instante matemático e não antes ou depois?
Onde está realmente o fundamento de tal teoria?
Quem poderia ser testemunha presencial dos factos incluídos nessa hipótese?
Nós estudantes da Gnose, compreendemos profundamente que as Galáxias se afastam umas das outras, pois isso já está demonstrado, porém isso não significa forçosamente que todas elas tenham partido de um mesmo núcleo.
…Einstein, disse: «…a Massa transforma-se em Energia», e todos os sábios inclinaram-se reverentes ante esta tremenda verdade.
Disse também o grande matemático: «…a Energia transforma-se em Massa» e ninguém pôde refutar este postulado.
Não há dúvida que  «…a Energia é igual à Massa multiplicada pelo quadrado da Velocidade da Luz».
Estes sábios postulados vêm a demonstrar-nos que a Massa de todos os Universos é eterna e imutável; desaparece aqui para reaparecer acolá, numa espécie de fluxo e refluxo, actividade e repouso, dia e noite.
Os Mundos nascem, crescem, envelhecem e morrem; deixam de existir para transformarem-se em Energia e logo ressurgem, renascem, quando esta cristaliza novamente em Massa.
Num olhar retrospectivo a todas as 7 Ordens de Mundos básicas conhecidas que estremecem e palpitam no Espaço Infinito, não existe uma hora zero, raiz comum, para todos em conjunto.
Neste caso concreto, por raiz comum, referimo-nos ao conceito Tempo como hora zero, o que não significa de forma alguma, que neguemos a hora zero em termos absolutos, pois esta existe particularmente para cada Sistema, é o estado Pré-cósmico normal para qualquer Sistema Sideral.
Aclarando a questão dizemos: cada Sistema Sideral do Inalterável Infinito tem os seus Dias e Noites Cósmicas, épocas de actividade e repouso.
Ex: nesta Galáxia na qual vivemos, actuamos e temos o nosso Ser, existem milhões de Sistemas Solares, e enquanto uns se encontram na sua hora zero, outros estão em plena actividade.
Isto também se repete no homem, no átomo e em tudo o que é, foi e será.
A Ciência Moderna tenta explicar tudo isto unicamente a partir das leis naturais, mas torna-se ilógico e certamente ridículo querer excluir os Princípios Inteligentes de tais leis.
Cada Mundo do Espaço Estrelado possui o seu “Fohat”, (o seu Princípio Directriz Inteligente que o governa) o qual é Omnipresente na sua própria esfera de acção.
Sem sombra de dúvida podemos afirmar categoricamente que existem tantos “Fohats” como Mundos e cada um deles varia em poder e grau de manifestação.
Em si, os “Fohats” são Forças Cósmicas Conscientes e Inteligentes, são os chamados “Construtores”, os “Filhos da Aurora”, os verdadeiros Criadores Cósmicos, segundo a Tradição Hermética.
…”Fohat” é por conseguinte o Poder Eléctrico Vital personificado, a Unidade Transcendental que enlaça todas as energias cósmicas, tanto no nosso mundo tridimensional como nos “universos paralelos” as Dimensões Superiores e Inferiores.
…”Fohat” é o “Verbo” feito carne, o Mensageiro da Ideação Cósmica e Humana, a Força activa da Vida Universal, a Energia do Sol, o Fluído eléctrico vital.
“Fohat” é considerado, “o que penetra” e o “fabricante”, porque mediante os “Puncta” dá forma aos átomos procedentes da Matéria caótica.
No “Fohat” encontram-se ocultas as “Matemáticas”, o “Exército da Voz”, a “Grande Palavra”.
…qualquer explicação sobre a mecânica cósmica que exclua o “Noúmeno” por detrás do Fenómeno, o “Fohat”, resultaria tão absurda como supor o surgimento de algo mecânico sem mecânicos.
A trajectória das Galáxias jamais indica que estas tenham como origem ou ponto de partida original num núcleo tão reduzido como o hipotético ovo de Lemaitre.
Como prova disso temos que o ângulo de dispersão varia entre vinte e trinta graus, ou seja, pode haver passado a enormes distâncias do suposto centro.



…“PROTÃO” E “ANTI-PROTÃO”:




…a existência real do protão e do anti-protão foi absolutamente demonstrada no ano de 1955 pela equipa de físicos de Berkeley.
Quando se bombardeou uma placa de cobre com uma energia de 6.000 milhões de electro-voltes, extraiu-se da brancura dos núcleos maravilhosos do hidrogénio um par de protões; um positivo e outro negativo.
Com clareza torna-se evidente pensar que metade do Universo está constituída por Anti-matéria.
Se os cientistas modernos puderam encontrar anti-partículas nos laboratórios, é porque existem também no fundo da grande Natureza, contudo de nenhuma maneira podemos negar que se torna deveras difícil detectar a Anti-matéria no Espaço.
…a transformação da Massa em Energia é algo muito interessante.
Que metade se escape sob a forma de neutrinos é apenas normal, e que um terço se traduza em raios gamma, e uma sexta parte em ondas luminosas e sonoras, de nenhum modo deve surpreender-nos, isso é natural.
Contudo quando se pensa em Cosmogénese, surgem sempre as mesmas interrogações: - o que existia antes da Aurora do nosso Universo?
O “Rig Veda”, responde:

«…não existia algo, nem existia nada;
o resplandecente Céu não existia;
nem a imensa Abóbada Celeste se estendia na altura.
Quem cobria tudo? Quem o coabitava? Quem o ocultava?
Era o Abismo insondável das Águas?
Não existia a morte, porém nada havia de imortal;
Não existiam limites entre o Dia e a Noite;
Só o Uno respirava inanimado e por Si,
Pois nenhum outro que Ele jamais havia sido.
Reinavam as Trevas, e todo o Princípio estava velado
Em obscuridade profunda; um Oceano sem Luz.
O Gérmen, até então oculto na envoltura,
Faz brotar uma Natureza do férvido Calor.
Quem conhece o segredo? Quem o revelou?
De onde, de onde surgiu esta multiforme Criação?
Os próprios Deuses vieram mais tarde à existência.
Quem sabe de onde veio esta grande Criação?
Aquilo, de onde toda esta Criação imensa procedeu,
bem que a sua Vontade haja criado, bem fora muda,
o mais elevado Vidente, nos mais altos Céus,
o conhece, ou quiçá tampouco, nem ainda Ele o saiba.
Contemplando a Eternidade…
antes que fossem deitados os fundamentos da Terra, Tu eras.
E quando a chama subterrânea rompa a sua prisão e devore a forma,
Todavia Tu, serás, como eras antes,
sem sofrer mudança alguma, quando o Tempo não existia.
Oh! Mente infinita, divina Eternidade!».

…antes do Grande Dia Cósmico deste Universo no qual vivemos, actuamos e temos o nosso Ser, somente existia Energia Livre no seu Movimento.
Antes da Energia havia Matéria, existindo esta em forma organizada, constituindo o Universo precedente do passado Dia Cósmico.
…cada vez que a Energia cristaliza em forma de Matéria, esta aparece debaixo da forma extraordinária de um par simétrico de partículas.
A Matéria e a Anti-matéria complementam-se mutuamente; a Matéria está sempre acompanhada de Anti-matéria, porque de outra forma é claro que a Física Nuclear ficaria sem bases, perderia a sua validade.
…na Aurora do Dia Cósmico, o Universo apareceu sob a forma de uma Nuvem de Plasma, ou seja Hidrogénio Ionizado.
Existem Doze Hidrogénios Fundamentais no nosso Sistema Sideral e isto foi já analisado pelos Grandes Mestres da Humanidade.
Foi-nos dito que em tal soma de Hidrogénios se acham representadas Doze Categorias de Matéria., contidas no Universo, desde o Espaço Abstracto Absoluto até ao Reino Mineral Submergido.
A Nuvem de Plasma Original apresenta-se ante a Mente dos Investigadores de forma dupla.
Um exame judicioso neste assunto permite-nos compreender que existe Plasma e Anti-plasma; é o que certo sábio designava como “Ambiplasma”.
Os cientistas sabem muito bem, através da observação e da experiência que o Campo Magnético Intensivo que se forma nas Galáxias origina a separação radical das Partículas de acordo com a Carga Eléctrica.
O Plasma e o Anti-plasma não somente são opostos, como ademais, se encontram separados.
A Matéria e a Anti-matéria coexistem separadamente e cristalizam em Estrelas e Anti-Estrelas.
Quando a Matéria e a Anti-matéria entram em contacto directo origina a destruição total da Matéria.
O fundo vivente da Matéria é precisamente a Anti-matéria, porém entre as ambas formas de vida existe um Campo Neutro.
…as Três Forças Primárias do Universo: Positiva, Negativa e Neutra governam todo o mecanismo Universal.
No Espaço Infinito coexiste Matéria e Anti-matéria, Estrelas e Anti-Estrelas.
O Hidrogénio e o Anti-hidrogénio cristalizam com a Força Gravitacional, originando a Fusão Nuclear.
E é assim como as Partículas da mesma classe se acumulam umas sobre as outras para formar todos os elementos da Natureza.



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

…PARA UMA COMPREEENSÃO NÃO-DOGMÁTICA DA “CIÊNCIA” E DOS “MISTÉRIOS”



                                                                                                                                                                                          (Poesia) - Introdução
…SOMENTE O AMOR





Amor…divina palavra!
Luz do Mundo,
comunhão gloriosa.

Amar é de Deuses!
Do Ser profundo que lavra,
lavra e lavra,
com inefáveis gozos,
da cruz a rosa,
do Verbo a palavra,
jóia sagrada na cruz.
Bendita sejas, pedra de luz!

Só o Amor,
como dom sagrado,
mata a dor,
de Hermes alado.

A Mãe Natura,
e o Universo inteiro
coroam Rei,
ao que com doçura
e fervor sincero
faz do Amor a sua Lei.

 (Filosofia do Espírito)          



…A VERDADE





Todo o género de verdade não é mais do que uma projecção da Mente; as verdades que o homem considera absolutas também são meras projecções da mentais.
A Verdade Absoluta é o “Desconhecido de instante a instante”; é Aquilo; Aquilo; Aquilo…é o Grande Alento Universal de Vida que anima toda a criação.
É a voz dos Exércitos; o Verbo, a Substância Crística, (João; 14-6).



…A CIENCIA SECRETA





Tudo o concernente aos estudos do “Ultra” sempre permaneceu oculto para os profanos.
A Sabedoria Secreta não poderá ser conhecida por quem seja incapaz de controlar as baixas paixões animais (Coríntios; 2-6 e 7-15).

Tal Ciência (Sabedoria), que não tem Idade, também foi ensinada de lábios a ouvidos pelo Grande “Kabir” Nazareno (Rabino da Galileia), aos seus setenta discípulos, a qual consta nos Quatro Evangelhos (Lucas;10-1).
A Sabedoria do “Nazareno”, o Grande Kabir da Galileia, é secreta porque está fundamentada no Sexo, no domínio das Energias Femininas Solares (Mateus; 16-19).



…O CAMINHO DO “CONHECIMENTO”





Ao Eterno, ao “Insondável” chega-se com o coração e não com o cérebro.
O Reino dos Céus não consiste em palavras, mas sim em virtudes (Coríntios, 4-20).

Temos que terminar com o batalhar dos raciocínios.
O Caminho do Conhecimento é a própria vida sabiamente vivida.
…toda a teoria é cinzenta e somente é verde a árvore de dourados frutos, que é a vida (Goethe).

A sublimação da energia sexual até ao coração é a que nos leva para o Reino das Energias Electrónicas Solares e nos une com o “Uno”, com a “Lei” (com o “Pai”).
Trilhar o Caminho Secreto nos Mistérios dos Campos Energéticos Electrónicos é a revolução interior que Desperta a nossa Consciência.



…O PODER DA VONTADE





A Vontade é o Poder Energético que nos move à acção.
É a força interna que nos incita à execução do acto, bom ou mau.
Também é chamado de livre-arbítrio.
Sem a Vontade o homem poderá planificar os actos que quiser, porém nunca executá-los.
Com a Vontade podemos transformar todo o nosso sistema de vida, mudar a nossa natureza e alcançar a Suprema Dita, pela qual muitos Homens se sacrificaram.
O terrível inimigo da Natureza vence-se com o férreo domínio da Vontade; o látego (Chicote).

Conclusão, todos os seres humanos são filhos da força sexual, de um espermatozóide e um gâmeta.
Ninguém é filho de teorias, crenças, senão de um homem e de uma mulher.
A força sexual deve ser controlada por meio da Razão e da Vontade.
“Sexo, Cérebro e Coração” são os pontos-chave do “Homem”.
Na sábia união do Phalo e do Útero encontramos a chave dos nossos mágicos poderes.

Procuremos o “Eterno”, o “Indiscritível” dentro de nós mesmos, porque está dentro de cada um de nós (Deuteronomio; 6-15 e Lucas, 17-21).



…SOBRE A PALAVRA PERDIDA NO “APOCALÍPSE”





O Apocalipse fala-nos da “Palavra Perdida”, da Sílaba Sagrada, «…e clamou com grande voz, como quando um leão ruge: e quando clamou, 7 Tronos repetiram as suas Vozes», e os 7 Tronos, (Vórtices Energéticos Electrónicos) dos 7 Chacras, (Vórtices Energéticos Moleculares) repetem as suas vozes; estas Vozes são as 7 notas da Palavra, e a Sílaba sagrada abre os 7 Chacras, (Vórtices Energéticos Moleculares) e cada Chacra, (Vórtice) tem a sua nota chave.
…o que tenha ouvidos, que oiça; o que tenha entendimento que entenda, porque aqui há sabedoria.
«…e quando os 7 Tronos, (a Sonoridade dos Campos Energéticos Electrónicos) repetiram as suas Vozes, eu ia escreve-las; e ouvi uma voz do céu, (a Voz do Mistério) que me dizia: “sela as coisas que os 7 Tronos repetiram e não as escrevas…».
Cada nota da Palavra Perdida encerra extraordinários e indizíveis segredos, e cada uma das notas da Palavra Perdida é a nota-chave de uma época terrestre.
A nota-chave da Civilização Egípcia é uma; a nota-chave da Civilização Hindu, é outra e assim sucessivamente. (…no capítulo 8 do Apocalíse fala-se dos 7 Anjos que conforme tocam as suas respectivas trombetas em ordem sucessiva, vão realizando-se os grandes acontecimentos cósmicos.
Estes 7 Anjos são as Inteligências Cósmicas dos 7 Planetas que dirigem os 7 Chacras do nosso organismo, (os Vórtices Energéticos Moleculares) e as 7 Épocas Terrestres…toda a sabedoria dessas 7 Épocas está dentro dos nossos 7 Chacras, (nos Vórtices do nosso Campo Energético Molecular)
…o nosso Período Terrestre tem 7 épocas).
Na sétima época, a Palavra Perdida terá consumado totalmente o Reino do Eterno. O filósofo místico sueco, Swedenborg, dizia o seguinte, acerca da Palavra Perdida: «…procurai-a na China e talvez a encontreis na grande Tartária».
Na Índia, os arhats foram perseguidos por possuírem a Sílaba sagrada.
Na China os discípulos do “Tathagata” possuem-na.
A Palavra Perdida está muito bem guardada no Tibete; aí reside o “Maha-Choan”.
Na 7ª. Época, a Palavra Perdida ter-se-á encontrado.



…A ONDA DIONISÍACA DE AQUÁRIO




…quando o Mundo, esse Tântalo que em vão aspira ao ideal, se dobra sob o peso da rocha de Sísifo e expira queimado pela túnica de Neso…
…quando o casal de modo tenebroso e cintilante imita Barrabás e despreza o Justo, e pigmeu com ânsias de gigante se revolve no leito de Procusto…
…quando geme entre horríveis convulsões para expiar os seus criminosos erros, mordido por ávidas paixões como Acteón pelos seus vorazes cães…
…quando sujeito à sua grilheta fatal, arrasta as suas desditas pela ignomínia e cada um na sua egoística pena, vira as costas à aflição de todos, nascem então os Avatares que ensinam o Caminho Secreto.

…Sacro Brandão que na austera capela arde sem tréguas como clara oferta e consome o seu pavio e a sua cera para dissipar a obscuridade da Ara; glorioso vaso onde o “Eterno” resume tudo quanto é Amor…
…Ave Fénix que em fúlgidas empresas aviva o fogo da sua dura fogueira e morre convertendo-se em fagulhas, das quais renasce vitoriosa e pura…
…isso é o Caminhante da Senda do Conhecimento no seu fatal desterro!... Canta a Filis pelo seu doce nome e logo…
…amar é o melhor…

…mulher adorável!...tu és a Senda do Fio da Navalha, o pedregoso caminho que conduz ao Nirvana…
…quem me dera pegar nas tuas brancas mãos para apertar com elas o meu coração, e beijá-las com fervor, escutando atentamente as fascinantes e dulcíssimas palavras do teu amor…
…quem me dera sentir sobre o meu peito a tua lânguida cabeça reclinada, e escutar os teus divinos suspiros de amor e poesia…
…quem me dera pousar, castos e suaves os meus carinhosos lábios nos teus cabelos e que sentisse o soluçar da minha Alma em cada beijo que neles deixasse!
…quem me dera roubar um só raio maravilhoso daquela luz do teu sereno olhar, para depois ter com que alumiar a solidão da Alma.

…Oh! Quem me dera ser a tua própria sombra, o dulcíssimo ambiente que envolve o teu rosto, e pelos teus olhos celestiais, ser a lágrima que estremece o teu pestanejar…
…e ser um coração repleto de alegria, ninho de luz e divinas flores, no qual a tua Alma de pomba, dominasse o sono virginal dos teus amores…

…(Mulher) …lembra-te que és o Caminho Secreto do Mistério. (…do livro: “O Parsifal Revelado – S.A.W.)



quinta-feira, 28 de junho de 2012

...o “TEMPO” como “Poder Mágico” e o Desenvolvimento da Consciência





…a “Consciência” é um espaço ilimitado de investigação, para os “praticantes do Conhecimento” e para as pessoas em geral.
Com o objectivo de “aumentar a “Consciência” é preciso desprender-nos do terreno psicológico seguro em que normalmente nos apoiamos, pelo que, não existe risco que não se deva correr, nenhum meio que se deva recusar.
Mas não se deve esquecer que a “Consciência” só pode ser desenvolvida com uma Mente sã.

...o  “Conhecimento” é de natureza inquietante e assombrosa.
Quando o “Conhecimento” se torna algo profundamente inquietante e assombroso, também se tem uma profunda consciencialização da “Morte” e que esta sempre nos acompanha.
Esta consciencialização da nossa própria “Morte” permite ganhar impulso, a potencia e a necessária concentração para que o “Tempo Comum” se transforme num “Poder Mágico”.
Contudo a preocupação com a “Morte” levaria qualquer um a focar a atenção em si e isso seria debilitante; por conseguinte, é indispensável fazer surgir a faculdade de “Desprendimento”.
E assim a ideia da “Morte eminente”, em vez de ser uma “obsessão”, torna-se uma “indiferença”.

…somente a consciencialização da “morte” pode tornar a pessoa suficientemente “desprendida” para ser capaz de se entregar a qualquer coisa; não tem anseios, pois adquiriu um amor silencioso pela vida e por todas as coisas da vida; sabe que a “morte” o acompanha, de modo que experimenta sem ansiedade, tudo de todas as coisas.

…uma pessoa “desprendida” que sabe que não tem possibilidade de evitar a “morte” só tem uma coisa em que se apoiar: o “Poder das suas decisões”.
Deve compreender plenamente que a sua opção é da sua responsabilidade;
…(faz o que quiseres, porém lembra-te de que tudo o que fizeres tens de prestar contas; esta é a Lei); … e uma vez feita, “não há tempo” para remorsos ou recriminações; as suas decisões são finais, simplesmente porque “a sua morte” não lhe permite tempo para se agarrar a nada.

…e assim com a “consciência da sua morte”, com o seu “desprendimento” e com o “poder das suas decisões” um “caminhante da Senda do Conhecimento organiza a sua vida de maneira estratégica.
O “Conhecimento” da própria morte orienta-o, torna-o desprendido e secretamente voluptuoso;
…(o que é importante para o caminhante da Senda do Conhecimento é o abraço da sua Bendita Mãe Morte).

…o poder das decisões finais torna-nos capazes de escolher sem remorsos e o que se escolhe é sempre estrategicamente o melhor e assim executa-se tudo o que se precisa; com “vontade” e uma “eficiência” voluptuosa.

Sem a consciência da “Morte”, tudo é comum, trivial.
É só porque a “Morte” nos está espreitando, que o mundo é um mistério insondável.
(…da Vida pouco podemos aprender, mas da “Morte” podemos aprender tudo).

…ter de acreditar que o “Mundo” é misterioso, insondável; é a expressão da íntima preferência do “caminhante da Senda do Conhecimento”; sem isso ele nada tem.

…para o “caminhante da Senda do Conhecimento” só há “Tempo” para ser “Impecável”, nas emoções e nos actos, tudo o resto esgota o seu “poder”.
E tal Impecabilidade renova-o.
A“Impecabilidade” não é moralidade; “é simplesmente o uso do nosso melhor nível de energia”; contudo isso exige: frugalidade, simplicidade, inocência e acima de tudo ausência de “falsa auto-reflexão ”, (o Eu Multifacetado da Psicologia).

…a chave para actuar em termos de “Impecabilidade”, é a noção de não se ter Tempo”.
Normalmente quando nos sentimos e agimos como se tivéssemos todo o tempo do mundo não somos impecáveis, e nesses momentos devemos parar, olhar em volta e compreender que a nossa impressão de ter “tempo”é uma idiotice; pois não há sobreviventes neste mundo.
…(a Morte é a coroa de todos).

(Nota: ideias extraídas no estudo das obras de C. Cast.)











...o Desejo é o Tempo que se quer repetir e que se projecta para o futuro.


...é necessário sentir que o “Tempo” está na Forma.
Sentir que o “Tempo” pode ser independente da Forma, e quando isso acontece o Tempo transforma-se em Amor, (Não-tempo).


…é premente saber comprimir; (anular) o Tempo; (não há Tempo).


…a subconsciência provoca a elasticidade do Tempo e rouba-nos energia; energia essa que serve para tornar-nos livres.


…é inadiável que se sinta a correlação entre Tempo e Não-tempo.


…quando se sente na intimidade do coração o que Não pertence ao “Tempo”, o “Indescritível”; também se sente a espantosa necessidade de morder o pó da terra, de uma suprema humilhação, pela imperfeição que se é, pelas próprias iniquidades, e pela grandeza do Altíssimo.


…Se não se quer nada do “ontem” ou do “amanhã”; então onde se estará?
Estar-se-á no “Aqui” e “Agora”, é evidente.
…o “Tempo” e o “Amor” são dois conceitos abstractos inexplicáveis que traduzem o mistério da Vida.


- o “Tempo” traduz o aspecto externo da existência, (o mundo dos fenómenos).

- o “Amor” traduz o aspecto interno da vida, (o mundo do Abstracto), onde o “Tempo” acontece.

…o futuro só existe no nosso entendimento porque não somos capazes de estar íntegros.

…aceitar e viver o “Tempo” fora e dentro de nós, só trás amargura e dor.

…só compreendendo o “Tempo” dentro de nós, podemos transformar-nos e este tem uma dupla vertente: a negativa e a positiva.
A negativa leva-nos à morte da Alma.
A positiva leva-nos para a Vida Eterna.


…o “Tempo” como cristalização sub-atómica, está dentro de nós próprios e leva-nos à morte.

…”Esquecimento” e “Morte”, andam de mãos dadas no “caminho interior”.

…morrer nos defeitos é morrer para as qualidades inferiores na acção.

…o “esquecimento bendito” só se torna possível, quando não há espaço entre luz e sombra.

…a “genuína Morte” só se vislumbra quando se agudiza a percepção da falta de poder para “Morrer” (em si próprio).

…na “Consciência ” o “Tempo” não existe.
Uma fracção de Tempo é igual ao Tempo total.
Isto significa que na “Consciência objectivada” não há Tempo fraccionado.

…quando se está de modo frontal nas decisões de “Morte”, o esquecimento da força opositora, faz-nos rodar para o fracasso.


…cada momento é único, total e absoluto.

…constatar perante si próprio a espantosa incapacidade para viver o “momento único”, é abrir caminho para o “Despertar”.

… a velocidade da Luz determina a  tridimensionalidade Espaço-temporal da vida.

…o domínio do “Tempo” está vinculado à percepção Tetradimisensional.

…o “Tempo” tem duas propriedades fundamentais: a cronométrica ou temporal e a Espacial.
O aspecto cronométrico da vida vem a ser apenas a superfície instável do fundo Espacial.

…o “Tempo cronométrico” é de natureza circular, por isso, de natureza repetitiva, isto significa que o passado e o futuro é uma questão relativista que a percepção multidimensional da vida pode dominar e transcender.

…a repetição do “Tempo” no ser humano, acontece com o retorno dos valores subjectivos abomináveis, que por sua vez motivam a repetição de acontecimentos, que se ligam por laços invisíveis à própria repetição de tempos.






...“Espaço” é “Tempo”.

…as “seis dimensões fundamentais da Natureza” (três espaciais e três temporais), estão simbolizadas pela Estrela de Salomão e indicam que “Espaço” e “Tempo” são uma só coisa ou “Ser”.

…o “Tempo” não é neutro.
O “Amor” também não é neutro.
O “Tempo” pode levar ao “Segundo Nascimento”, como pode levar à morte final.
O “Amor” como o “Tempo” está em todas as coisas, está em todas as formas.
No “Tempo”, o “Amor”, faz todas as coisas.


…tanto o “Amor” como o “Tempo” são impossíveis de apreender com a Razão.


…o “Tempo”, o “Desenvolvimento da Vida e dos Acontecimentos do homem”, é algo que muito poucos levam em conta e que um número ainda mais reduzido é capaz de entender.


…para se poder actuar de todo o coração é preciso sobrepor-se ao “Tempo”, (não há Tempo) e isto pressupõe um certo tipo de “Vontade”.
Alcançar esta “Vontade”, requer grandes trabalhos, grande obediência a algo superior, (a Vontade do “Ser”).

(Nota: ideias extraídas no estudo do livro “O Voo da Serpente Emplumada”)





…o conceito “Tempo” é algo alheio à Verticalidade dos “Níveis de Ser”.

…é possível e absolutamente necessário passar a níveis superiores de Ser; contudo estes nada têm que ver com o Tempo Linear, pois um Nível de Ser mais elevado está por cima de nós de instante a instante.
Não está num remoto futuro horizontal, mas sim “Aqui” e “Agora” dentro de nós próprios, num sentido Vertical.

O “Ser” não é do Tempo; e Ele encontra-se em nós “Agora” e na “Vertical”.

…o “Senhor do Tempo” ensina-nos que se deve eliminar os dejectos inúteis do passado, (as reminiscências imundas, o lixo de muitos passados; tudo deve ser esquecido).

…a Força Centrífuga Luciferina, trabalha no “Tempo”.
O fogo lunar luciferino, (o tentador sexual) pode chamar à vida todos os eus-diabos dos antigos tempos.
A Força Centrífuga Luciferina viaja entre os sepulcros do Tempo, procura os “eus” sepultados na poeira dos séculos; quer trazê-los de novo à vida.
Tal Fogo Lunar Luciferino trabalhando no Tempo, consegue ressuscitar “eus”-mortos, mediante as recordações; desperta lembranças passionais equivocadas para que os “eus”-mortos, ressurjam novamente.
Daí a necessidade de se compreender profundamente o viver de instante em instante; de momento a momento.

…precisa-se urgentemente de esquecer o passado errático e absurdo, origem de tantas amarguras.

…é óbvio que as lembranças tenebrosas de tantos “Ontens” devem ser limpas porque para nossa desgraça têm a tendência a actualizarem-se e a projectarem-se através do beco do presente.

…é preciso submergir-nos cuidadosamente entre as águas do rio Letes para reconquistar a inocência.
O rio Letes, o rio do Esquecimento Bendito, limpa a memória do erro, as recordações do “Mim Próprio” (o Eu Pluralizado da Psicologia).

…o trabalho profundo entre as águas do “Letes”, consegue ser espantosamente difícil e mais amargo que o fel.
Isso de passar para além do corpo, dos afectos e da mente não é nada fácil; no “Tempo” vivem tantas sombras queridas…as memórias do desejo persistem, recusam-se a morrer; não querem desaparecer.

…os Adeptos da Luz devem invocar a Bendita “Mãe-Espaço” e submergirem-se entre as profundas águas do “Letes”, o Bendito Esquecimento.

(Nota: ideias extraídas no estudo das Obras de “Samael A.W.”)





sexta-feira, 1 de junho de 2012

SEGUINDO OS PASSOS DE UMA EXPRESSÃO POÉTICA DA REALIDADE DESCONHECIDA




Introdução:

...a Lei Fundamental de todo o influxo mágico baseia-se na “Polaridade”.
Todos os seres humanos sem excepção têm algo de forças eléctricas e
magnéticas em si próprios, e de modo semelhante a um íman exercem forças
de atracção e repulsão.
Essa força magnética é singularmente poderosa entre homens e mulheres que
se adoram, e torna-se indiscutível que a sua acção chega muito longe.

...a Magia Prática é a prodigiosa arte que nos permite actuar conscientemente
sobre os aspectos inferiores do Homem e da Natureza.

...o Amor é sem dúvida, o íntimo ingrediente da Magia.
É ostensivo que a maravilhosa Substância do Amor opera magicamente.

...é indubitável que as autênticas forças procriadoras, as anímicas e as
espirituais se encontram no “fundo vital” do nosso próprio organismo.

...em nome da verdade temos de dizer que não são as hormonas e as
vitaminas conhecidas aquilo que mais fundamentalmente a humanidade
precisa para viver, mas sim o pleno conhecimento do “Tu” e “Eu” e por
conseguinte o intercâmbio inteligente das mais selectas faculdades afectivas
entre o homem e a mulher.

...é indiscutivel que todos os rítmos celulares internos são anímicos. (Animae).

...a Essência e o Corpo, como um todo são passiveis de manifestação na
forma de vibrações eléctricas através do mundo das sensações exteriores e
interiores.

...a Física Nuclear veio a demostrar de forma contundente, clara e definitiva
que toda a Matéria é Imaterial.

...o mútuo amor conjugal vincula-se misticamente a esplêndidas
representações que têm a sua origem no mundo do Espírito Puro.

O Parsifal Revelado – S.A.W.



...PARA UMA COMPRENSÃO ÍNTIMA DO MISTÉRIO DA “MULHER – SÍMBOLO”:





ROSAS ASTRAIS

Eternos Impérios! Dourados Sacrários!
Chaves do Grande Todo! Rezo nos seus laudes!
Vontades quietas! Solenes Virtudes!
Entranhas do mundo! Ardentes ovários!

Acesos ritos de celestes lares!
Selados destinos do humano coro!
Sóis que as normas guardam do Tesouro! Demiúrgico!
Arcanas rosas estelares!

Arcano Celeste! Gnóstico Arcano,
onde os enígmas alçou Trismegisto.

Don Rámon del Valle Inclán


ROSA DO ORIENTE

Tem no andar a graça do felino,
em tudo cheia de profundos ecos,
engana com encantamentos mouriscos,
a sua boca escura, contos de Aladino.

Os olhos negros, cálidos, astutos,
triste de ciência antiga o sorriso,
e as vestes de flores uma brisa,

de indícios e sagrados desígnios.

Cortou a sua mão num jardim do Oriente,
a maçã da árvore proibida,
e enroscada em seus seios,
a serpente decora a luxúria com um sentido sagrado.
Nas trevas transparentes dos seus olhos,
a luz é um silvo.

Don Rámon del Valle Inclán





O DIA QUE ME QUISERES

O dia que me quiseres terá mais luz que Junho,
a noite que me quiseres será um plenilúnio,
com notas de Beethoven vibrando em cada raio,
coisas inefáveis,
e haverá juntas mais rosas,
que em todo o mês de Maio.

Mil fontes cristanas,
descerão pelas encostas,
saltando cantantes.

O dia que me quiseres, nos matagais escondidos
ressoarão arpejos nunca antes ouvidos.
Êxtase de teus olhos, todas as Primaveras
que existiram e existirão no mundo
serão quando me quiseres.

De mãos dadas qual granzas irmanadas
luzindo gotas cândidas irão as margaridas
pelos montes e pradarias diante dos teus passos,
no dia que me quiseres...

e se desfolhas uma,
dir-te-á a sua última inocente
pétala branca: apaixonadamente!

Terão todos os trevos quatro folhas adivinhas
ao nascer da alva, do dia que me quiseres
e no tanque, ninho de germens ignotos
florescerão as místicas corolas dos lotos.

O dia que me quiseres será cada celagem
uma ala maravilhosa; cada sol-posto uma miragem
das Mil e Uma Noites, cada brisa um cantar,
cada árvore uma lira, cada monte um altar.

O dia que me quiseres, para nós os dois,
caberá num só beijo,
a beatitude de Deus.

Amado Nervo



“Aprisionastes o meu coração, irmã, minha esposa”.
“tu prendestes o meu coração, com um só dos teus olhares”.
“Com uma gargantilha no pescoço”.
“Que deliciosas são as tuas carícias, irmã, minha esposa”...

“As tuas carícias são mais suaves que o vinho”!
"E o odor dos teus balsamos, excede o de todos os aromas”.
“Os teus lábios, óh esposa, são como um favo que destila mel”.
“O mel e o leite estão debaixo da tua língua,
e o odor dos teus vestidos é como o odor do incenso do Líbano”.

“Jardim fechado és, irmã, minha esposa;
jardim fechado, fonte selada”.
“As tuas plantas formam um jardim de delícias,
cheio de toda a qualidade de romãs, de frutos de cipré e de nardo”.

“Nardo e açafrão, cana aromática e canela,
todas as árvores do incenso, mirra e aloés;
e todas as principais espécies aromáticas”.
“Fontes de jardins, poço de águas vivas que com ímpeto correm do Líbano”.

“Quão belos são os teus pés, no calçado que trazes,
óh filha do príncipe”.
“Os contornos das tuas coxas são joias fabricadas por mãos de mestres”.
“O teu umbigo é uma taça feita ao torno que nunca está desprovista de licores.
E o teu ventre é um monte de trigo cercado de lírios”.
“Os teus dois seios são dois cabritinhos, filhos gêmeos de uma gazela”.

“O teu pescoço é uma torre de marfim; os teus olhos são as piscinas de
Hesbon, situadas junto à porta de Bat-rabin”.
“O teu nariz é a torre do Líbano, que olha para Damasco”.
“A tua cabeça é o Monte Carmelo e os cabelos da tua cabeça são a púrpura do rei
suspensa nos corredores”.

(Veja-se o Cântico dos Canticos: Bíblia, Antigo Testamento)





Oplascências encantadoras e deliciosas de âmbar com hialianas flutuações de
misteriosa miragem...
Diluições de luz como que de inefáveis luzeiros através de uma ramagem
perfumada...
Douradas linhas que morrem no solo, afogadas pelas incertezas da atmosfera
que desenha com as nuvens caprichos femininos sobre as doces florações de
maiólica...
Transparência aquática de espectral encanto envolve as coisas em uma suave
carícia cósmica...
No mistério da noite, a sala afogada em uma penumbra de vacuidades
palustres...
As colunas, as ânforas, as taças assemelham-se em verdade a enormes flores
lacustres, adormecidas numa palidez láctea...
Há no ambiente um não sei quê...flutuam no ar pressentimentos de ângustias...
Sobre um vaso de alabastro, algumas flores lânguidas morrem...
A luz de Selene, taciturna, pálida como a morte, entra pela janela simulando
um xaile de prata...
O silêncio é sepulcral, profundo e doloroso, como um grande coração cheio de
infinitos pressentimentos...
No nocturno céu salpicado de estrelas que palpitam docemente, fundem-se
lentamente, os matizes...
Os últimos raios solares que morrem atrás do enigma das folhas, semeiam

grandes cicatrizes vermelhas...
Estranha hora em que o céu de safira sente a infinita dor de morrer...
Os seres e as coisas nascem e morrem no seio profundo de um sonho
obsessivo...
A sombra cresce pouco a pouco, agiganta-se, parece um monstro tragando a
vida...
Calma profunda, frescura de folhagem; nudez da noite florescente; defloração
de rosas do Ocaso, caídas palidamente no silêncio...
O globo da esquiva Lua surge cheio de brumas; iridiscentes e deliciosas
miragens sobre a fria palidez do bosque, cheio de ternuras impossíveis de
narrar com palavras...
Raiou a Alva...sobre o fundo azul do lago, o perfil vago das nuvens
assemelhava-se a carneiros brancos...
E começa-se a ver o dia com luz indecisa, como uma carícia de Lua sobre as
cinzas de um monte recém-queimado para o plantio...
O Sol luziu como tocha de meu Verbo, círio nupcial carregado de agradáveis
perfumes...
Radiosa manhã em que o voo das pombas enternecidas misturou-se com a
queda do orvalho, caíndo como um balsamo perfumado sobre a terra...
Uma melodia misteriosa percorre as paragens envoltas por uma luz diáfana e
se esparge no longínquo Espaço, como uma fragância deliciosa, como o hálito
da Alma do mar próximo...
Tudo em claridades difusas, cheias de estremecimentos musicais, parece
preparar-se para escutar o milagre da “Palavra”: a Divina Anunciação do
Verbo.

Meu regresso ao Tibete

– S.A.W.




sábado, 19 de maio de 2012

...ENTRANDO NOS DOMÍNIOS DA PHILOKÁLIA SOLAR





Em todo um dado momento, todo o futuro do mundo está predestinado e existe;
 porém está predestinado condicionalmente;
 quer dizer, será este ou aquele futuro segundo a direcção dos acontecimentos num dado momento, a menos que entre em jogo um novo acontecimento;
 e um novo acontecimento pode entrar em jogo somente a partir do terreno da Consciência e da Vontade que dela resulte.
 É necessário compreender isto e dominá-lo.
 (do Tertium Organun)





... o homem possui um Germe de Poder das Manifestações Abstractas que pode desenvolver-se e transformar-se em Árvore de maravilhosos frutos.
A expansão deste Germe só pode fazer-se pela Intensidade Luminosa que irradia do Centro Flamejante do Espírito.
Do “Centro ou Causa Suprema Original” irradiam continuamente “Poderes Activos” que se infundem nas formas oriundas da sua actividade eterna; destas formas revertem novamente à Causa primeira, dando lugar a uma corrente ininterrupta de actividade, luz e vida.
 O homem ao abandonar a Radiante Esfera de Luz incapacitou-se para contemplar o pensamento, a actividade e a vontade do Infinito na sua Unidade.
 Daí resulta que na actualidade tão só percebe a Imagem da Realidade Abstracta numa multiplicidade de imagens; contempla a Realidade sobre um número de aspectos quase infinito, mas a “Realidade”, o “Espírito” permanece sempre “Uno”.
 Todas essas imagens devem recordar-lhe a exaltada situação que outrora manteve e para cuja reconquista devem tender todos os seus esforços; (o “homem primordial” era um “filho da Luz”, mas abandonou esse estado para descer a um mais material.
 Para voltar à sua primeira condição deve percorrer o caminho por onde desceu).
 Se não se esforçar por se elevar a maior altura da Realidade do Espírito, irá submergindo cada vez mais na sensualidade e depois será muito mais difícil de voltar ao estado primordial.
…dirige pois todos os teus esforços no cultivo da tenra planta da “Virtude” que cresce no teu seio; purifica a tua vontade e não permitas que as ilusões dos sentidos te alucinem.
 O homem é por assim dizer, um “fogo concentrado” no interior de uma casca material e rude.
 O seu destino é abrasar neste “Fogo” a natureza animal, os materiais grosseiros e unir-se de novo com o “Flamejante Centro”, do qual é uma Centelha durante esta vida terrestre.
Se a Consciência e a Actividade do homem continuamente se concentram nas coisas externas, a Luz que irradia da “Centelha”, no interior do coração vai enfraquecendo a pouco e pouco e acaba por desaparecer.
Mas se o “Fogo Interno” é cultivado e alimentado, destrói os elementos grosseiros, atrai outros mais subtis e faz o homem cada vez mais perceptível à Realidade Abstracta e concede-lhe Poderes Cósmicos.
(da Ciência Secreta dos R.-C.)





«quando a Ciência entrar no teu coração e a Sabedoria for dócil à tua Alma;
então pede e tudo no Universo te será dado»
…A sociedade é a extensão do indivíduo.
 Se o indivíduo for cobiçoso, cruel, impiedoso, egoísta, etc., assim será a sociedade.
 É necessário sermos sinceros connosco próprios.
 A situação em que se encontra a Sociedade não pode ser resolvida pelo monstro terrível do Materialismo, mas sim pelo Indivíduo, com base na sua “revolução integral”.
…o problema do mundo é o problema do indivíduo.
As revoluções de sangue nada resolvem.
 Só mediante a Inteligência resolveremos o problema do engarrafamento da Consciência.
…a sociedade é o indivíduo; o mundo é o indivíduo.
 Se o indivíduo mudar no fundamental, o mundo mudará inevitavelmente.
…chegou a hora de reflectirmos sobre o nosso próprio destino.
 A violência nada resolve.
.A violência só pode conduzir-nos ao fracasso.
 Precisamos de paz, serenidade, reflexão, compreensão.
…se realmente quisermos a “mudança radical”; se quisermos um mundo melhor, precisamos de mudar individualmente; de mudar dentro de nós; de alterar dentro da nossa própria individualidade, os factores abomináveis que produzem no mundo miséria e dor.
 Lembremo-nos de que a “massa” é uma soma de indivíduos.
 Se cada indivíduo mudar, a “massa” mudará inevitavelmente.
…a dor, a fome, a confusão existem; mas nada disto se pode eliminar mediante os processos absurdos da violência.
 Aqueles que querem transformar o mundo com base em revoluções de sangue e aguardente, ou com base em golpes de Estado e fuzilamentos, estão totalmente enganados, porque a violência gera violência e o ódio gera ódio.
 Precisamos de paz, se queremos de facto resolver os problemas da humanidade.
…as trevas não se desfazem com violência e com ateísmo, mas fazendo a luz surgir.
 O erro não se elimina combatendo corpo a corpo com ele, mas difundindo-se a Verdade sem necessidade de atacar o erro.
 Naquilo em que a Verdade avançar, o erro terá de retroceder.
 “Não precisamos de resistir ao negativo, mas praticar incondicionalmente o positivo e ensinar as suas vantagens pela prática”.
 Atacando o erro provocaremos o ódio daqueles que erram.
 Aquilo de que precisamos é de difundir a luz da Revolução da Dialéctica, para dissiparmos as trevas.
 Façamos luz se é que queremos vencer as trevas; não derramemos sangue.
 Chegou a hora de sermos mais compreensivos.
…torna-se necessário estudarmos o nosso próprio Eu, se amamos realmente os nossos semelhantes.
 É indispensável compreendermos que só acabando com os factores do egoísmo e da crueldade que cada um de nós tem dentro, podemos construir um mundo melhor, um mundo sem fome e sem medo.
…a Consciência está em grave perigo, e só transformando-nos radicalmente enquanto indivíduos, poderemos salvar-nos e salvar a Humanidade.






…«a causa fundamental do estancamento individual está na Mente».
Somos rançosos, torpes, néscios, porque vivemos a todas as horas raciocinando estupidificações e tontarias sem sentido que nos parecem geniais.
Acreditamo-nos muito sábios porque a todas as horas estamos comparando, julgando, calculando, suspeitando, etc.
…se de verdade queremos transformar-nos totalmente precisamos de esgotar o processo de pensar; não elaborar, não projectar mais e chegar à “Serenidade” e ao “total Silêncio” do pensamento.
…se de verdade queremos libertar-nos dessas elaboradas e perturbadoras contradições da Mente precisamos de amar; só o verdadeiro amor pode transformar-nos radicalmente.
…a “Substância do Amor” produz Revolução Permanente; a “Substância do Amor” origina mudanças radicais.
 O “Amor” não é produto da infiel memória; o “Amor” jamais pode ser o produto do raciocínio mecânico.
…a maravilhosa simbiose, do Amor e da Sociedade, produz transformação revolucionária radical, total e definitiva.
 A verdadeira revolução é o resultado da transformação.
 Só as tempestades do Amor podem transformar o «Indivíduo e a Sociedade”.
(S.A.W.)





…saber Grandes Princípios Éticos, mas não poder aplicá-los, significa que não se tem o grau de vontade suficiente para levá-los à prática.
(Ex:  todos nós sabemos que o ódio é um sentimento destrutivo e que o amor é nobre e enaltece.
 Sabemos que devemos ser tolerantes e compreensivos para com  os nossos inimigos.
 Sabemos estas coisas de memória; porém não podemos aplicá-las, porque simplesmente não temos o grau de Vontade suficiente para levá-lo à prática).
...não se deve esquecer que o Rigor da Lei na Sociedade corresponde sempre ao que se abriga no coração humano, para que se possa aprender a “julgar” com “justo juízo”.
 Por seus juízos se conhecerá o coração dos homens.
 (do Voo da Serpente Emplumada).






...sobre a metodologia  na prática da Revolução da “Meditação”:
1- Olhos fechados e relaxamento muscular.
2- Abrir-se à agudeza de um sentimento de contentamento de Alma por estar na prática que nos leva à introspecção de fundo.
3- Provocar um estado de sonolência fisica mas controlada, procurando conhecer profundamente o estado de ânimo em que nos encontramos antes que apareça no intelecto qualquer forma mental.
4- Manter uma atenção de grande vigilancia ao que acontece à própria Consciência , não permitindo que adormeça levada pelas distracções da Mente, provocado pelo diálogo interno.
5- Entrar no processo de Introspeção para o Conhecimento de Si Próprio onde entra em jogo os “Sofismas de Distração do Ego” com os falsos raciocínios que induzem ao erro e que são gestados nos 49 níveis do entendimento. E também a “Falácia do Ego” com o seu hábito de enganar sem limites, (auto-engano, através da divisão do próprio “Eu”; o “Eu” a querer destruir o “Eu”, ou seja o que se intitula como Eu Superior a querer destruir o denominado Eu inferior), ganhando relevância o aspecto psicológico da ambição.
6- Vencer a “Contra-transferência, a força que dificulta Introversão na auto-exploração psicológica, transferindo a “atenção” cada vez mais para dentro no acto de auto-investigação íntima utilizando a técnica da “análise transacional”, (o Eu e as suas séries com as suas lutas, mudança de posição,etc.) e utilizando a técnica da “análise estrutural”, ou sela pela análise dos processos psicológicos e as suas estruturas psicológicas que obstaculizam a Introspecção.
7- Chegar ao estado de “Recordação de Si”, (sentir o próprio “Eu”, nesse acto introspectivo).
8- Aproximarmo-nos às emanações livres da “Catexis Ligada”, como Força Executora, (as diversas “Partes do Ser Cósmico”).
A “Catexis Ligada” pode libertar a Mente, mediante a desintegração dos elementos psíquicos que forem segregados com a Análise Estrutural e Transaccional, ou seja pela “Auto-reflexão” e a “Eliminação”.
9- Ter “continuidade de propósitos” na prática da “Atenção Plena”, para chegarmos ao Conhecimento de nós próprios e viver a Dialéctica da Consciência.
10- (da Revolução da Dialéctica).






quarta-feira, 11 de abril de 2012

PARA A VIVÊNCIA DE UM SABER DIALÉCTICO HUMANAMENTE SOCIAL






1...interessar-se por forjar uma auto-educação e uma auto-dialéctica.

2...que a passagem pelas disputas de interesses de grupos e crenças religiosas seja de âmbito breve quanto possível.

3...que cedo se forme no nosso espírito os traços gerais de uma Religião para que mantendo-se um certo número de Princípios se possa no entanto dispensar toda a crença vulgar e cómoda, estabelecendo-se ao mesmo tempo uma ligação edónea entre o Sentimento de Elevação e as nossas atitudes de vida comum que sejam do nosso interesse.

4...vibrar intimamente com o Pensamento Científico e Filosófico Humanista, com os Quadros Dramatizados da História, sentir-se uno com a Corrente dos Homens Fortes, de Vontade de Ferro, que são capazes de se sacrificar numa linha inflexível pelo que têm posto como ideal e assim afirmar-nos no Mundo, empregando todos os meios ao alcance, induzindo assim a aparecerem os que nos faltam. 

5...começar por sentir algo de estranheza face aos gestos heróicos e uma compreensão mais apurada no que revela a Humanidade média com as suas Qualidades e os seus  defeitos, mas capaz de um entendimento de cooperação  na relação social.

6...avançar para um ensaio vivo com uma triplice vertente:
a)-encarar sempre o que nos propomos atingir, não como um sonho, um delírio de imaginação, um contemplar em que se perde o tempo todo, mas como um alvo que se faz simples e realizável que se tem de atingir a todo o custo.
b)-pôr como tarefa fundamental da vida, a construção das Qualidades de uma Alma Virtuosa ou seja, de alguém que não prejudicando o outro o ajuda-o até quanto possível e ao mesmo tempo não deixar por mãos alheias os próprios interesses.
c)-cultivar uma cultura intelectiva de compreensão que exalte a experiência, o contacto directo com as coisas e que nos sirva de expressão verbal e mental de modo a fazer prevalecer os nossos argumentos.

7...que as dificuldades e as hostilidades alheias sirvam para fortalecer na nossa Interioridade as convicções próprias contra as tiranias e nos forneçam as bases inabaláveis para emprendimentos futuros.

8...fazer prevalecer ante as dificuldades um tipo de Vontade sem rigidez, sem dureza e ascetismo, mas que no entanto modele lentamente o pequeno mundo que nos envolve.

9...permitir que em nós brilhe uma explendida natureza íntima, afirmando-nos no perdão de todas as injúrias particulares, a estar disposto a prestar todos os serviços possiveis ao bem comum, ter firmeza na resistência a toda a opressão, a toda a toda a tentativa do poder público para diminuir a liberdade do cidadão, pois esta é o fundamento de toda a prosperidade material e de toda a Cultura do Espírito.

10...tomar partido na defesa da Liberdade de Pensamento e o direito de o exprimir, desde que não implique na segurança e independência dos outros.







11...ter presente no nosso entendimento que a supressão da liberdade de expressão é o primeiro passo para que se estabeleçam as tiranias mais violentas porque a pequenez de Alma teme a crítica, uma vez que o seu objectivo é oprimir os seus concidadãos, e ao mesmo tempo torna necessário reconhecer que a existência de um hipócrita num lugar de Governo é a pior calamidade que pode afligir os cidadãos.

12...desabrochar a capacidade de auto-crítica apresentando para si próprio excelentes razões de auto-convencimento correcto com base em Princípios Cósmicos ou Naturais e em concomitância lógica, o que nos agrade ou seja propício executar.

13...não fraquejar de desânimo ante a inevitabilidade dos acontecimentos desagradáveis e nas relações acidentais com os nossos semelhantes mostrar afecto, vivacidade, habilidade em se fazer valer e de modo a registar toda a experiência que nos seja útil.

14...ante a adversidade e circunstâncias forçadas submeter-nos e energicamente e com inteligência incrementar a convicção de ser um vencedor sem que o sentimentalismo ou remorso nos roube a menor parcela de energia.

15...abrir-nos à convicção perceptiva que o Mundo com as qualidades e as deficiências que surgem ante os nossos olhos é o melhor que pode ser e que é absurdo importar-nos com a distinção entre vícios e virtudes, pois o ser humano comum vivendo em estado psicológico de sonho não merece censura ou elogios, não pode ser livre, comporta-se como ente mecânico, faz o que tem a fazer movido por engrenagens psiquicas que desconhece.




16...no âmbito de uma consciencialização religiosa, ter presente que isso que se chama de Alma não é algo de imortal, que são Qualidades que se forjam ou que se perdem ante uma interacção em graus de potencialidades energéticas que são vulgarmente denominadas de Espírito e Matéria.

17...situar-nos ante o que temos de fazer com coragem e placidamente, sem lamentações contra a sorte e sem criar face à vida o sentimento de inferioridade pois a vida logo se aproveitaria de tal coisa para nos maltratar.

18...fazer o nosso trabalho com a máxima correcção sem optar por esquemas convencionais de sustentação pessoal, não ter medo e confiar no manancial de possibilidades que a própria vida nos pode presentear.

19...ter em consideração e forte convencimento de que a pequena solidez vale mais do que as grandes incertezas e de que o núcleo que pode aguentar-se em si e por si mesmo algum dia se multiplica e vence.

20...agir sobre os outros na medida que nos tenhamos aperfeiçoado e avançado no caminho da Virtude.

21...estabelecer um programa e um método de verificação para comprovar “decisões finais” na entrada no “caminho da Transformação pessoal”, praticando a Temperança; o Silêncio, pela precisão da palavra; a ordem das coisas; fazer cada trabalho a seu tempo; ser resoluto, determinar o que fazer e executar o que se determina; praticar a Frugalidade, a Diligência, ocupando-se sempre com algo de útil; ser Sinsero; ter sentido de Justiça; não negar-se aos favores que se deve; ser Moderado, evitar os extremismos e o ressentimento contra as injustiças como se elas fossem importantes; ter Tranquilidade, não se perturbar por ninharias; ser Humilde; praticar a Castidade Científica e fazer um “inventário” das faltas cometidas, procurando, não que tais falhas nunca apareçam, mas que diminuam gradualmente.

22...ter um sentido cuidadoso no que se relaciona com as Autoridades e Crenças Religiosas, pois mais se consegue para si próprio e para os outros por meios brandos do que por meios de ataque, que só cria inimizades e que impedem que se adopte as boas medidas a propôr.




23...no Desenvolvimento de tipo Superior é sumamente conveniente olhar-se para as relações humanas, a actividade social que permita realizar-se a um tempo o Bem dos outros e o nosso, que vai educando gradualmente de modo a suprimir os defeitos pessoais e a suportar os defeitos dos demais, sempre com Tolerância, com Simpatia, sem as exigências que se podem exigir a outras purezas de espírito.

24...no relacionamento normal com os demais concidadãos, não devemos situar-nos no sentimento de amor lírico e exaltado, vendo-os com altíssimas qualidades a ponto de se lhes exigir o que não podem dar, pelo que torna-se inconveniente a exortação aos ascetismos, renúncias ou marchas gloriosas para as Regiões Angélicas, mas sim dar uma orientação correcta, positiva e organizada da vida comum, dando o melhor de nós para com os semelhantes.

25...no que se refere ao próprio desenvolvimento íntimo, este deve estar orientado para a penetração no “Desconhecido”, para a Investigação dos Fenómenos Naturais e tendo presente no espírito que as pessoas não podem ser melhores enquanto as coisas não o forem, e que é um dever, um dever agradável, que aquilo que se viu com mais inteligência ou melhores circunstâncias servir para o progresso material, inventando comodidades de vida que possam estender-se a toda a Comunidade, imprimindo um  espírito de alegria e compreensão para benefício geral.

26...compreender que o caminho para a conquista económica assenta no trabalho dedicado e na poupança, tendo em consideração que a pobreza não trás consigo nada de bom e que uma sólida situação económica serve de base para o melhoramento da inteligência e carácter quando assenta numa solidez Ética.

27...ser-se capaz de estabelecer uma relação social com espírito fraterno e cuidadosa distância, pois temos de olhar o Mundo tal como ele se apresenta e ao mesmo tempo ter uma exigência de triunfo nesse mesmo Mundo, pois torna-se uma condição indispensável para de algum modo ser possivel transformá-lo, sabendo que a transformação há-de ser lenta, com hesitação, recaídas, talvez não por causa da própria natureza do homem, mas pelo menos no que as circunstâncias da vida fizeram dele.

28...ao actuar-se no campo social e também no âmbito pessoal não pensar-se em façanhas heróicas e a conquistar o impossível, mas sim com os pés bem assentes na terra, ir com passo calmo e pacífico, olhando para as vitórias de cada dia e não para glórias futuras que não se poderá usufruir e de que nem sequer se tem a certeza.

29...sentir-se como um igual a todos os semelhantes sem delírios de superioridade, contudo quando se vai para acontecimentos novos e que transformam realmente o aspecto do Mundo, levar o olhar fito na resplandecente Estrela que fulgura nas Alturas que solitária cruza o Firmamento nocturno.

30...na percepção das realidades sociais que nos envolvem pode-se ver que os defeitos de um Governo e a origem de todos os conflitos não está tanto na qualidade das pessoas mas nos vícios das Instituições e que nestes nossos tempos o homem ainda está confrontado com a exploração económica e por conseguinte a opressão política de um pequeno grupo bem organizado sobre a grande maioria dos cidadãos.

31...nas acções do homem comum, percebe-se que os interesses materiais podem operar maravilhas e que qualquer proposta que alargue benefícios apresenta-se luminosa a quem neles vê probabilidades de lucro, contudo e apesar de ser esta a condição vulgar da pessoa humana, não deve haver pessimismo sempre e quando nos debatemos pelo desenvolvimento de maiores possibilidades humanas, seja no campo material ou espiritual, requerendo-se apenas uma atitude cuidadosa e tacto suficiente para fazer que tudo possa ser útil mesmo que à Moral convencional e retrógada apareça como algo errado.




32...na actuação do nosso presente olhemos para o passado num quadro geral de contemplaçãao e auto-crítica de modo a ganhar mais Consciência sobre o que até aqui fomos e fizemos, tendo no nosso entendimento que do passado só nos interessa o que de ensinamento ele encerra e contém força de avanço, pois o resto está morto.

33...o passado não pode servir de quadro de existência a quem realmente vive para construir, tanto no presente como no porvir, e ter em consideração que o trabalho de cooperação deve sobrepôr-se ao individual por este ser de ordem dispersa e o outro partir da base que toda a Boa Obra é de todos e que aponta para o surgir de uma outra Humanidade mais fraterna.

34...os que têm como ideal uma Organização do Mundo apoiada sobre a Fraternidade e a Cooperação têm que apoiar-se na Paciência, no sentido de Eternidade Universal, de quanto fugidia é a passagem do Homem sobre a Terra e com uma Visão de Águia quanto à marcha do porvir da Humanidade.

35...ante isso que se chama Morte, não se a deve temer, seja qual for a forma que se apresentar; encará-la como um fenómeno da Vida, por certo algo desconfortável, mas que terá de aceitar-se com simplicidade e corajosa serenidade.