quinta-feira, 28 de junho de 2012

...o “TEMPO” como “Poder Mágico” e o Desenvolvimento da Consciência





…a “Consciência” é um espaço ilimitado de investigação, para os “praticantes do Conhecimento” e para as pessoas em geral.
Com o objectivo de “aumentar a “Consciência” é preciso desprender-nos do terreno psicológico seguro em que normalmente nos apoiamos, pelo que, não existe risco que não se deva correr, nenhum meio que se deva recusar.
Mas não se deve esquecer que a “Consciência” só pode ser desenvolvida com uma Mente sã.

...o  “Conhecimento” é de natureza inquietante e assombrosa.
Quando o “Conhecimento” se torna algo profundamente inquietante e assombroso, também se tem uma profunda consciencialização da “Morte” e que esta sempre nos acompanha.
Esta consciencialização da nossa própria “Morte” permite ganhar impulso, a potencia e a necessária concentração para que o “Tempo Comum” se transforme num “Poder Mágico”.
Contudo a preocupação com a “Morte” levaria qualquer um a focar a atenção em si e isso seria debilitante; por conseguinte, é indispensável fazer surgir a faculdade de “Desprendimento”.
E assim a ideia da “Morte eminente”, em vez de ser uma “obsessão”, torna-se uma “indiferença”.

…somente a consciencialização da “morte” pode tornar a pessoa suficientemente “desprendida” para ser capaz de se entregar a qualquer coisa; não tem anseios, pois adquiriu um amor silencioso pela vida e por todas as coisas da vida; sabe que a “morte” o acompanha, de modo que experimenta sem ansiedade, tudo de todas as coisas.

…uma pessoa “desprendida” que sabe que não tem possibilidade de evitar a “morte” só tem uma coisa em que se apoiar: o “Poder das suas decisões”.
Deve compreender plenamente que a sua opção é da sua responsabilidade;
…(faz o que quiseres, porém lembra-te de que tudo o que fizeres tens de prestar contas; esta é a Lei); … e uma vez feita, “não há tempo” para remorsos ou recriminações; as suas decisões são finais, simplesmente porque “a sua morte” não lhe permite tempo para se agarrar a nada.

…e assim com a “consciência da sua morte”, com o seu “desprendimento” e com o “poder das suas decisões” um “caminhante da Senda do Conhecimento organiza a sua vida de maneira estratégica.
O “Conhecimento” da própria morte orienta-o, torna-o desprendido e secretamente voluptuoso;
…(o que é importante para o caminhante da Senda do Conhecimento é o abraço da sua Bendita Mãe Morte).

…o poder das decisões finais torna-nos capazes de escolher sem remorsos e o que se escolhe é sempre estrategicamente o melhor e assim executa-se tudo o que se precisa; com “vontade” e uma “eficiência” voluptuosa.

Sem a consciência da “Morte”, tudo é comum, trivial.
É só porque a “Morte” nos está espreitando, que o mundo é um mistério insondável.
(…da Vida pouco podemos aprender, mas da “Morte” podemos aprender tudo).

…ter de acreditar que o “Mundo” é misterioso, insondável; é a expressão da íntima preferência do “caminhante da Senda do Conhecimento”; sem isso ele nada tem.

…para o “caminhante da Senda do Conhecimento” só há “Tempo” para ser “Impecável”, nas emoções e nos actos, tudo o resto esgota o seu “poder”.
E tal Impecabilidade renova-o.
A“Impecabilidade” não é moralidade; “é simplesmente o uso do nosso melhor nível de energia”; contudo isso exige: frugalidade, simplicidade, inocência e acima de tudo ausência de “falsa auto-reflexão ”, (o Eu Multifacetado da Psicologia).

…a chave para actuar em termos de “Impecabilidade”, é a noção de não se ter Tempo”.
Normalmente quando nos sentimos e agimos como se tivéssemos todo o tempo do mundo não somos impecáveis, e nesses momentos devemos parar, olhar em volta e compreender que a nossa impressão de ter “tempo”é uma idiotice; pois não há sobreviventes neste mundo.
…(a Morte é a coroa de todos).

(Nota: ideias extraídas no estudo das obras de C. Cast.)











...o Desejo é o Tempo que se quer repetir e que se projecta para o futuro.


...é necessário sentir que o “Tempo” está na Forma.
Sentir que o “Tempo” pode ser independente da Forma, e quando isso acontece o Tempo transforma-se em Amor, (Não-tempo).


…é premente saber comprimir; (anular) o Tempo; (não há Tempo).


…a subconsciência provoca a elasticidade do Tempo e rouba-nos energia; energia essa que serve para tornar-nos livres.


…é inadiável que se sinta a correlação entre Tempo e Não-tempo.


…quando se sente na intimidade do coração o que Não pertence ao “Tempo”, o “Indescritível”; também se sente a espantosa necessidade de morder o pó da terra, de uma suprema humilhação, pela imperfeição que se é, pelas próprias iniquidades, e pela grandeza do Altíssimo.


…Se não se quer nada do “ontem” ou do “amanhã”; então onde se estará?
Estar-se-á no “Aqui” e “Agora”, é evidente.
…o “Tempo” e o “Amor” são dois conceitos abstractos inexplicáveis que traduzem o mistério da Vida.


- o “Tempo” traduz o aspecto externo da existência, (o mundo dos fenómenos).

- o “Amor” traduz o aspecto interno da vida, (o mundo do Abstracto), onde o “Tempo” acontece.

…o futuro só existe no nosso entendimento porque não somos capazes de estar íntegros.

…aceitar e viver o “Tempo” fora e dentro de nós, só trás amargura e dor.

…só compreendendo o “Tempo” dentro de nós, podemos transformar-nos e este tem uma dupla vertente: a negativa e a positiva.
A negativa leva-nos à morte da Alma.
A positiva leva-nos para a Vida Eterna.


…o “Tempo” como cristalização sub-atómica, está dentro de nós próprios e leva-nos à morte.

…”Esquecimento” e “Morte”, andam de mãos dadas no “caminho interior”.

…morrer nos defeitos é morrer para as qualidades inferiores na acção.

…o “esquecimento bendito” só se torna possível, quando não há espaço entre luz e sombra.

…a “genuína Morte” só se vislumbra quando se agudiza a percepção da falta de poder para “Morrer” (em si próprio).

…na “Consciência ” o “Tempo” não existe.
Uma fracção de Tempo é igual ao Tempo total.
Isto significa que na “Consciência objectivada” não há Tempo fraccionado.

…quando se está de modo frontal nas decisões de “Morte”, o esquecimento da força opositora, faz-nos rodar para o fracasso.


…cada momento é único, total e absoluto.

…constatar perante si próprio a espantosa incapacidade para viver o “momento único”, é abrir caminho para o “Despertar”.

… a velocidade da Luz determina a  tridimensionalidade Espaço-temporal da vida.

…o domínio do “Tempo” está vinculado à percepção Tetradimisensional.

…o “Tempo” tem duas propriedades fundamentais: a cronométrica ou temporal e a Espacial.
O aspecto cronométrico da vida vem a ser apenas a superfície instável do fundo Espacial.

…o “Tempo cronométrico” é de natureza circular, por isso, de natureza repetitiva, isto significa que o passado e o futuro é uma questão relativista que a percepção multidimensional da vida pode dominar e transcender.

…a repetição do “Tempo” no ser humano, acontece com o retorno dos valores subjectivos abomináveis, que por sua vez motivam a repetição de acontecimentos, que se ligam por laços invisíveis à própria repetição de tempos.






...“Espaço” é “Tempo”.

…as “seis dimensões fundamentais da Natureza” (três espaciais e três temporais), estão simbolizadas pela Estrela de Salomão e indicam que “Espaço” e “Tempo” são uma só coisa ou “Ser”.

…o “Tempo” não é neutro.
O “Amor” também não é neutro.
O “Tempo” pode levar ao “Segundo Nascimento”, como pode levar à morte final.
O “Amor” como o “Tempo” está em todas as coisas, está em todas as formas.
No “Tempo”, o “Amor”, faz todas as coisas.


…tanto o “Amor” como o “Tempo” são impossíveis de apreender com a Razão.


…o “Tempo”, o “Desenvolvimento da Vida e dos Acontecimentos do homem”, é algo que muito poucos levam em conta e que um número ainda mais reduzido é capaz de entender.


…para se poder actuar de todo o coração é preciso sobrepor-se ao “Tempo”, (não há Tempo) e isto pressupõe um certo tipo de “Vontade”.
Alcançar esta “Vontade”, requer grandes trabalhos, grande obediência a algo superior, (a Vontade do “Ser”).

(Nota: ideias extraídas no estudo do livro “O Voo da Serpente Emplumada”)





…o conceito “Tempo” é algo alheio à Verticalidade dos “Níveis de Ser”.

…é possível e absolutamente necessário passar a níveis superiores de Ser; contudo estes nada têm que ver com o Tempo Linear, pois um Nível de Ser mais elevado está por cima de nós de instante a instante.
Não está num remoto futuro horizontal, mas sim “Aqui” e “Agora” dentro de nós próprios, num sentido Vertical.

O “Ser” não é do Tempo; e Ele encontra-se em nós “Agora” e na “Vertical”.

…o “Senhor do Tempo” ensina-nos que se deve eliminar os dejectos inúteis do passado, (as reminiscências imundas, o lixo de muitos passados; tudo deve ser esquecido).

…a Força Centrífuga Luciferina, trabalha no “Tempo”.
O fogo lunar luciferino, (o tentador sexual) pode chamar à vida todos os eus-diabos dos antigos tempos.
A Força Centrífuga Luciferina viaja entre os sepulcros do Tempo, procura os “eus” sepultados na poeira dos séculos; quer trazê-los de novo à vida.
Tal Fogo Lunar Luciferino trabalhando no Tempo, consegue ressuscitar “eus”-mortos, mediante as recordações; desperta lembranças passionais equivocadas para que os “eus”-mortos, ressurjam novamente.
Daí a necessidade de se compreender profundamente o viver de instante em instante; de momento a momento.

…precisa-se urgentemente de esquecer o passado errático e absurdo, origem de tantas amarguras.

…é óbvio que as lembranças tenebrosas de tantos “Ontens” devem ser limpas porque para nossa desgraça têm a tendência a actualizarem-se e a projectarem-se através do beco do presente.

…é preciso submergir-nos cuidadosamente entre as águas do rio Letes para reconquistar a inocência.
O rio Letes, o rio do Esquecimento Bendito, limpa a memória do erro, as recordações do “Mim Próprio” (o Eu Pluralizado da Psicologia).

…o trabalho profundo entre as águas do “Letes”, consegue ser espantosamente difícil e mais amargo que o fel.
Isso de passar para além do corpo, dos afectos e da mente não é nada fácil; no “Tempo” vivem tantas sombras queridas…as memórias do desejo persistem, recusam-se a morrer; não querem desaparecer.

…os Adeptos da Luz devem invocar a Bendita “Mãe-Espaço” e submergirem-se entre as profundas águas do “Letes”, o Bendito Esquecimento.

(Nota: ideias extraídas no estudo das Obras de “Samael A.W.”)





sexta-feira, 1 de junho de 2012

SEGUINDO OS PASSOS DE UMA EXPRESSÃO POÉTICA DA REALIDADE DESCONHECIDA




Introdução:

...a Lei Fundamental de todo o influxo mágico baseia-se na “Polaridade”.
Todos os seres humanos sem excepção têm algo de forças eléctricas e
magnéticas em si próprios, e de modo semelhante a um íman exercem forças
de atracção e repulsão.
Essa força magnética é singularmente poderosa entre homens e mulheres que
se adoram, e torna-se indiscutível que a sua acção chega muito longe.

...a Magia Prática é a prodigiosa arte que nos permite actuar conscientemente
sobre os aspectos inferiores do Homem e da Natureza.

...o Amor é sem dúvida, o íntimo ingrediente da Magia.
É ostensivo que a maravilhosa Substância do Amor opera magicamente.

...é indubitável que as autênticas forças procriadoras, as anímicas e as
espirituais se encontram no “fundo vital” do nosso próprio organismo.

...em nome da verdade temos de dizer que não são as hormonas e as
vitaminas conhecidas aquilo que mais fundamentalmente a humanidade
precisa para viver, mas sim o pleno conhecimento do “Tu” e “Eu” e por
conseguinte o intercâmbio inteligente das mais selectas faculdades afectivas
entre o homem e a mulher.

...é indiscutivel que todos os rítmos celulares internos são anímicos. (Animae).

...a Essência e o Corpo, como um todo são passiveis de manifestação na
forma de vibrações eléctricas através do mundo das sensações exteriores e
interiores.

...a Física Nuclear veio a demostrar de forma contundente, clara e definitiva
que toda a Matéria é Imaterial.

...o mútuo amor conjugal vincula-se misticamente a esplêndidas
representações que têm a sua origem no mundo do Espírito Puro.

O Parsifal Revelado – S.A.W.



...PARA UMA COMPRENSÃO ÍNTIMA DO MISTÉRIO DA “MULHER – SÍMBOLO”:





ROSAS ASTRAIS

Eternos Impérios! Dourados Sacrários!
Chaves do Grande Todo! Rezo nos seus laudes!
Vontades quietas! Solenes Virtudes!
Entranhas do mundo! Ardentes ovários!

Acesos ritos de celestes lares!
Selados destinos do humano coro!
Sóis que as normas guardam do Tesouro! Demiúrgico!
Arcanas rosas estelares!

Arcano Celeste! Gnóstico Arcano,
onde os enígmas alçou Trismegisto.

Don Rámon del Valle Inclán


ROSA DO ORIENTE

Tem no andar a graça do felino,
em tudo cheia de profundos ecos,
engana com encantamentos mouriscos,
a sua boca escura, contos de Aladino.

Os olhos negros, cálidos, astutos,
triste de ciência antiga o sorriso,
e as vestes de flores uma brisa,

de indícios e sagrados desígnios.

Cortou a sua mão num jardim do Oriente,
a maçã da árvore proibida,
e enroscada em seus seios,
a serpente decora a luxúria com um sentido sagrado.
Nas trevas transparentes dos seus olhos,
a luz é um silvo.

Don Rámon del Valle Inclán





O DIA QUE ME QUISERES

O dia que me quiseres terá mais luz que Junho,
a noite que me quiseres será um plenilúnio,
com notas de Beethoven vibrando em cada raio,
coisas inefáveis,
e haverá juntas mais rosas,
que em todo o mês de Maio.

Mil fontes cristanas,
descerão pelas encostas,
saltando cantantes.

O dia que me quiseres, nos matagais escondidos
ressoarão arpejos nunca antes ouvidos.
Êxtase de teus olhos, todas as Primaveras
que existiram e existirão no mundo
serão quando me quiseres.

De mãos dadas qual granzas irmanadas
luzindo gotas cândidas irão as margaridas
pelos montes e pradarias diante dos teus passos,
no dia que me quiseres...

e se desfolhas uma,
dir-te-á a sua última inocente
pétala branca: apaixonadamente!

Terão todos os trevos quatro folhas adivinhas
ao nascer da alva, do dia que me quiseres
e no tanque, ninho de germens ignotos
florescerão as místicas corolas dos lotos.

O dia que me quiseres será cada celagem
uma ala maravilhosa; cada sol-posto uma miragem
das Mil e Uma Noites, cada brisa um cantar,
cada árvore uma lira, cada monte um altar.

O dia que me quiseres, para nós os dois,
caberá num só beijo,
a beatitude de Deus.

Amado Nervo



“Aprisionastes o meu coração, irmã, minha esposa”.
“tu prendestes o meu coração, com um só dos teus olhares”.
“Com uma gargantilha no pescoço”.
“Que deliciosas são as tuas carícias, irmã, minha esposa”...

“As tuas carícias são mais suaves que o vinho”!
"E o odor dos teus balsamos, excede o de todos os aromas”.
“Os teus lábios, óh esposa, são como um favo que destila mel”.
“O mel e o leite estão debaixo da tua língua,
e o odor dos teus vestidos é como o odor do incenso do Líbano”.

“Jardim fechado és, irmã, minha esposa;
jardim fechado, fonte selada”.
“As tuas plantas formam um jardim de delícias,
cheio de toda a qualidade de romãs, de frutos de cipré e de nardo”.

“Nardo e açafrão, cana aromática e canela,
todas as árvores do incenso, mirra e aloés;
e todas as principais espécies aromáticas”.
“Fontes de jardins, poço de águas vivas que com ímpeto correm do Líbano”.

“Quão belos são os teus pés, no calçado que trazes,
óh filha do príncipe”.
“Os contornos das tuas coxas são joias fabricadas por mãos de mestres”.
“O teu umbigo é uma taça feita ao torno que nunca está desprovista de licores.
E o teu ventre é um monte de trigo cercado de lírios”.
“Os teus dois seios são dois cabritinhos, filhos gêmeos de uma gazela”.

“O teu pescoço é uma torre de marfim; os teus olhos são as piscinas de
Hesbon, situadas junto à porta de Bat-rabin”.
“O teu nariz é a torre do Líbano, que olha para Damasco”.
“A tua cabeça é o Monte Carmelo e os cabelos da tua cabeça são a púrpura do rei
suspensa nos corredores”.

(Veja-se o Cântico dos Canticos: Bíblia, Antigo Testamento)





Oplascências encantadoras e deliciosas de âmbar com hialianas flutuações de
misteriosa miragem...
Diluições de luz como que de inefáveis luzeiros através de uma ramagem
perfumada...
Douradas linhas que morrem no solo, afogadas pelas incertezas da atmosfera
que desenha com as nuvens caprichos femininos sobre as doces florações de
maiólica...
Transparência aquática de espectral encanto envolve as coisas em uma suave
carícia cósmica...
No mistério da noite, a sala afogada em uma penumbra de vacuidades
palustres...
As colunas, as ânforas, as taças assemelham-se em verdade a enormes flores
lacustres, adormecidas numa palidez láctea...
Há no ambiente um não sei quê...flutuam no ar pressentimentos de ângustias...
Sobre um vaso de alabastro, algumas flores lânguidas morrem...
A luz de Selene, taciturna, pálida como a morte, entra pela janela simulando
um xaile de prata...
O silêncio é sepulcral, profundo e doloroso, como um grande coração cheio de
infinitos pressentimentos...
No nocturno céu salpicado de estrelas que palpitam docemente, fundem-se
lentamente, os matizes...
Os últimos raios solares que morrem atrás do enigma das folhas, semeiam

grandes cicatrizes vermelhas...
Estranha hora em que o céu de safira sente a infinita dor de morrer...
Os seres e as coisas nascem e morrem no seio profundo de um sonho
obsessivo...
A sombra cresce pouco a pouco, agiganta-se, parece um monstro tragando a
vida...
Calma profunda, frescura de folhagem; nudez da noite florescente; defloração
de rosas do Ocaso, caídas palidamente no silêncio...
O globo da esquiva Lua surge cheio de brumas; iridiscentes e deliciosas
miragens sobre a fria palidez do bosque, cheio de ternuras impossíveis de
narrar com palavras...
Raiou a Alva...sobre o fundo azul do lago, o perfil vago das nuvens
assemelhava-se a carneiros brancos...
E começa-se a ver o dia com luz indecisa, como uma carícia de Lua sobre as
cinzas de um monte recém-queimado para o plantio...
O Sol luziu como tocha de meu Verbo, círio nupcial carregado de agradáveis
perfumes...
Radiosa manhã em que o voo das pombas enternecidas misturou-se com a
queda do orvalho, caíndo como um balsamo perfumado sobre a terra...
Uma melodia misteriosa percorre as paragens envoltas por uma luz diáfana e
se esparge no longínquo Espaço, como uma fragância deliciosa, como o hálito
da Alma do mar próximo...
Tudo em claridades difusas, cheias de estremecimentos musicais, parece
preparar-se para escutar o milagre da “Palavra”: a Divina Anunciação do
Verbo.

Meu regresso ao Tibete

– S.A.W.




sábado, 19 de maio de 2012

...ENTRANDO NOS DOMÍNIOS DA PHILOKÁLIA SOLAR





Em todo um dado momento, todo o futuro do mundo está predestinado e existe;
 porém está predestinado condicionalmente;
 quer dizer, será este ou aquele futuro segundo a direcção dos acontecimentos num dado momento, a menos que entre em jogo um novo acontecimento;
 e um novo acontecimento pode entrar em jogo somente a partir do terreno da Consciência e da Vontade que dela resulte.
 É necessário compreender isto e dominá-lo.
 (do Tertium Organun)





... o homem possui um Germe de Poder das Manifestações Abstractas que pode desenvolver-se e transformar-se em Árvore de maravilhosos frutos.
A expansão deste Germe só pode fazer-se pela Intensidade Luminosa que irradia do Centro Flamejante do Espírito.
Do “Centro ou Causa Suprema Original” irradiam continuamente “Poderes Activos” que se infundem nas formas oriundas da sua actividade eterna; destas formas revertem novamente à Causa primeira, dando lugar a uma corrente ininterrupta de actividade, luz e vida.
 O homem ao abandonar a Radiante Esfera de Luz incapacitou-se para contemplar o pensamento, a actividade e a vontade do Infinito na sua Unidade.
 Daí resulta que na actualidade tão só percebe a Imagem da Realidade Abstracta numa multiplicidade de imagens; contempla a Realidade sobre um número de aspectos quase infinito, mas a “Realidade”, o “Espírito” permanece sempre “Uno”.
 Todas essas imagens devem recordar-lhe a exaltada situação que outrora manteve e para cuja reconquista devem tender todos os seus esforços; (o “homem primordial” era um “filho da Luz”, mas abandonou esse estado para descer a um mais material.
 Para voltar à sua primeira condição deve percorrer o caminho por onde desceu).
 Se não se esforçar por se elevar a maior altura da Realidade do Espírito, irá submergindo cada vez mais na sensualidade e depois será muito mais difícil de voltar ao estado primordial.
…dirige pois todos os teus esforços no cultivo da tenra planta da “Virtude” que cresce no teu seio; purifica a tua vontade e não permitas que as ilusões dos sentidos te alucinem.
 O homem é por assim dizer, um “fogo concentrado” no interior de uma casca material e rude.
 O seu destino é abrasar neste “Fogo” a natureza animal, os materiais grosseiros e unir-se de novo com o “Flamejante Centro”, do qual é uma Centelha durante esta vida terrestre.
Se a Consciência e a Actividade do homem continuamente se concentram nas coisas externas, a Luz que irradia da “Centelha”, no interior do coração vai enfraquecendo a pouco e pouco e acaba por desaparecer.
Mas se o “Fogo Interno” é cultivado e alimentado, destrói os elementos grosseiros, atrai outros mais subtis e faz o homem cada vez mais perceptível à Realidade Abstracta e concede-lhe Poderes Cósmicos.
(da Ciência Secreta dos R.-C.)





«quando a Ciência entrar no teu coração e a Sabedoria for dócil à tua Alma;
então pede e tudo no Universo te será dado»
…A sociedade é a extensão do indivíduo.
 Se o indivíduo for cobiçoso, cruel, impiedoso, egoísta, etc., assim será a sociedade.
 É necessário sermos sinceros connosco próprios.
 A situação em que se encontra a Sociedade não pode ser resolvida pelo monstro terrível do Materialismo, mas sim pelo Indivíduo, com base na sua “revolução integral”.
…o problema do mundo é o problema do indivíduo.
As revoluções de sangue nada resolvem.
 Só mediante a Inteligência resolveremos o problema do engarrafamento da Consciência.
…a sociedade é o indivíduo; o mundo é o indivíduo.
 Se o indivíduo mudar no fundamental, o mundo mudará inevitavelmente.
…chegou a hora de reflectirmos sobre o nosso próprio destino.
 A violência nada resolve.
.A violência só pode conduzir-nos ao fracasso.
 Precisamos de paz, serenidade, reflexão, compreensão.
…se realmente quisermos a “mudança radical”; se quisermos um mundo melhor, precisamos de mudar individualmente; de mudar dentro de nós; de alterar dentro da nossa própria individualidade, os factores abomináveis que produzem no mundo miséria e dor.
 Lembremo-nos de que a “massa” é uma soma de indivíduos.
 Se cada indivíduo mudar, a “massa” mudará inevitavelmente.
…a dor, a fome, a confusão existem; mas nada disto se pode eliminar mediante os processos absurdos da violência.
 Aqueles que querem transformar o mundo com base em revoluções de sangue e aguardente, ou com base em golpes de Estado e fuzilamentos, estão totalmente enganados, porque a violência gera violência e o ódio gera ódio.
 Precisamos de paz, se queremos de facto resolver os problemas da humanidade.
…as trevas não se desfazem com violência e com ateísmo, mas fazendo a luz surgir.
 O erro não se elimina combatendo corpo a corpo com ele, mas difundindo-se a Verdade sem necessidade de atacar o erro.
 Naquilo em que a Verdade avançar, o erro terá de retroceder.
 “Não precisamos de resistir ao negativo, mas praticar incondicionalmente o positivo e ensinar as suas vantagens pela prática”.
 Atacando o erro provocaremos o ódio daqueles que erram.
 Aquilo de que precisamos é de difundir a luz da Revolução da Dialéctica, para dissiparmos as trevas.
 Façamos luz se é que queremos vencer as trevas; não derramemos sangue.
 Chegou a hora de sermos mais compreensivos.
…torna-se necessário estudarmos o nosso próprio Eu, se amamos realmente os nossos semelhantes.
 É indispensável compreendermos que só acabando com os factores do egoísmo e da crueldade que cada um de nós tem dentro, podemos construir um mundo melhor, um mundo sem fome e sem medo.
…a Consciência está em grave perigo, e só transformando-nos radicalmente enquanto indivíduos, poderemos salvar-nos e salvar a Humanidade.






…«a causa fundamental do estancamento individual está na Mente».
Somos rançosos, torpes, néscios, porque vivemos a todas as horas raciocinando estupidificações e tontarias sem sentido que nos parecem geniais.
Acreditamo-nos muito sábios porque a todas as horas estamos comparando, julgando, calculando, suspeitando, etc.
…se de verdade queremos transformar-nos totalmente precisamos de esgotar o processo de pensar; não elaborar, não projectar mais e chegar à “Serenidade” e ao “total Silêncio” do pensamento.
…se de verdade queremos libertar-nos dessas elaboradas e perturbadoras contradições da Mente precisamos de amar; só o verdadeiro amor pode transformar-nos radicalmente.
…a “Substância do Amor” produz Revolução Permanente; a “Substância do Amor” origina mudanças radicais.
 O “Amor” não é produto da infiel memória; o “Amor” jamais pode ser o produto do raciocínio mecânico.
…a maravilhosa simbiose, do Amor e da Sociedade, produz transformação revolucionária radical, total e definitiva.
 A verdadeira revolução é o resultado da transformação.
 Só as tempestades do Amor podem transformar o «Indivíduo e a Sociedade”.
(S.A.W.)





…saber Grandes Princípios Éticos, mas não poder aplicá-los, significa que não se tem o grau de vontade suficiente para levá-los à prática.
(Ex:  todos nós sabemos que o ódio é um sentimento destrutivo e que o amor é nobre e enaltece.
 Sabemos que devemos ser tolerantes e compreensivos para com  os nossos inimigos.
 Sabemos estas coisas de memória; porém não podemos aplicá-las, porque simplesmente não temos o grau de Vontade suficiente para levá-lo à prática).
...não se deve esquecer que o Rigor da Lei na Sociedade corresponde sempre ao que se abriga no coração humano, para que se possa aprender a “julgar” com “justo juízo”.
 Por seus juízos se conhecerá o coração dos homens.
 (do Voo da Serpente Emplumada).






...sobre a metodologia  na prática da Revolução da “Meditação”:
1- Olhos fechados e relaxamento muscular.
2- Abrir-se à agudeza de um sentimento de contentamento de Alma por estar na prática que nos leva à introspecção de fundo.
3- Provocar um estado de sonolência fisica mas controlada, procurando conhecer profundamente o estado de ânimo em que nos encontramos antes que apareça no intelecto qualquer forma mental.
4- Manter uma atenção de grande vigilancia ao que acontece à própria Consciência , não permitindo que adormeça levada pelas distracções da Mente, provocado pelo diálogo interno.
5- Entrar no processo de Introspeção para o Conhecimento de Si Próprio onde entra em jogo os “Sofismas de Distração do Ego” com os falsos raciocínios que induzem ao erro e que são gestados nos 49 níveis do entendimento. E também a “Falácia do Ego” com o seu hábito de enganar sem limites, (auto-engano, através da divisão do próprio “Eu”; o “Eu” a querer destruir o “Eu”, ou seja o que se intitula como Eu Superior a querer destruir o denominado Eu inferior), ganhando relevância o aspecto psicológico da ambição.
6- Vencer a “Contra-transferência, a força que dificulta Introversão na auto-exploração psicológica, transferindo a “atenção” cada vez mais para dentro no acto de auto-investigação íntima utilizando a técnica da “análise transacional”, (o Eu e as suas séries com as suas lutas, mudança de posição,etc.) e utilizando a técnica da “análise estrutural”, ou sela pela análise dos processos psicológicos e as suas estruturas psicológicas que obstaculizam a Introspecção.
7- Chegar ao estado de “Recordação de Si”, (sentir o próprio “Eu”, nesse acto introspectivo).
8- Aproximarmo-nos às emanações livres da “Catexis Ligada”, como Força Executora, (as diversas “Partes do Ser Cósmico”).
A “Catexis Ligada” pode libertar a Mente, mediante a desintegração dos elementos psíquicos que forem segregados com a Análise Estrutural e Transaccional, ou seja pela “Auto-reflexão” e a “Eliminação”.
9- Ter “continuidade de propósitos” na prática da “Atenção Plena”, para chegarmos ao Conhecimento de nós próprios e viver a Dialéctica da Consciência.
10- (da Revolução da Dialéctica).






quarta-feira, 11 de abril de 2012

PARA A VIVÊNCIA DE UM SABER DIALÉCTICO HUMANAMENTE SOCIAL






1...interessar-se por forjar uma auto-educação e uma auto-dialéctica.

2...que a passagem pelas disputas de interesses de grupos e crenças religiosas seja de âmbito breve quanto possível.

3...que cedo se forme no nosso espírito os traços gerais de uma Religião para que mantendo-se um certo número de Princípios se possa no entanto dispensar toda a crença vulgar e cómoda, estabelecendo-se ao mesmo tempo uma ligação edónea entre o Sentimento de Elevação e as nossas atitudes de vida comum que sejam do nosso interesse.

4...vibrar intimamente com o Pensamento Científico e Filosófico Humanista, com os Quadros Dramatizados da História, sentir-se uno com a Corrente dos Homens Fortes, de Vontade de Ferro, que são capazes de se sacrificar numa linha inflexível pelo que têm posto como ideal e assim afirmar-nos no Mundo, empregando todos os meios ao alcance, induzindo assim a aparecerem os que nos faltam. 

5...começar por sentir algo de estranheza face aos gestos heróicos e uma compreensão mais apurada no que revela a Humanidade média com as suas Qualidades e os seus  defeitos, mas capaz de um entendimento de cooperação  na relação social.

6...avançar para um ensaio vivo com uma triplice vertente:
a)-encarar sempre o que nos propomos atingir, não como um sonho, um delírio de imaginação, um contemplar em que se perde o tempo todo, mas como um alvo que se faz simples e realizável que se tem de atingir a todo o custo.
b)-pôr como tarefa fundamental da vida, a construção das Qualidades de uma Alma Virtuosa ou seja, de alguém que não prejudicando o outro o ajuda-o até quanto possível e ao mesmo tempo não deixar por mãos alheias os próprios interesses.
c)-cultivar uma cultura intelectiva de compreensão que exalte a experiência, o contacto directo com as coisas e que nos sirva de expressão verbal e mental de modo a fazer prevalecer os nossos argumentos.

7...que as dificuldades e as hostilidades alheias sirvam para fortalecer na nossa Interioridade as convicções próprias contra as tiranias e nos forneçam as bases inabaláveis para emprendimentos futuros.

8...fazer prevalecer ante as dificuldades um tipo de Vontade sem rigidez, sem dureza e ascetismo, mas que no entanto modele lentamente o pequeno mundo que nos envolve.

9...permitir que em nós brilhe uma explendida natureza íntima, afirmando-nos no perdão de todas as injúrias particulares, a estar disposto a prestar todos os serviços possiveis ao bem comum, ter firmeza na resistência a toda a opressão, a toda a toda a tentativa do poder público para diminuir a liberdade do cidadão, pois esta é o fundamento de toda a prosperidade material e de toda a Cultura do Espírito.

10...tomar partido na defesa da Liberdade de Pensamento e o direito de o exprimir, desde que não implique na segurança e independência dos outros.







11...ter presente no nosso entendimento que a supressão da liberdade de expressão é o primeiro passo para que se estabeleçam as tiranias mais violentas porque a pequenez de Alma teme a crítica, uma vez que o seu objectivo é oprimir os seus concidadãos, e ao mesmo tempo torna necessário reconhecer que a existência de um hipócrita num lugar de Governo é a pior calamidade que pode afligir os cidadãos.

12...desabrochar a capacidade de auto-crítica apresentando para si próprio excelentes razões de auto-convencimento correcto com base em Princípios Cósmicos ou Naturais e em concomitância lógica, o que nos agrade ou seja propício executar.

13...não fraquejar de desânimo ante a inevitabilidade dos acontecimentos desagradáveis e nas relações acidentais com os nossos semelhantes mostrar afecto, vivacidade, habilidade em se fazer valer e de modo a registar toda a experiência que nos seja útil.

14...ante a adversidade e circunstâncias forçadas submeter-nos e energicamente e com inteligência incrementar a convicção de ser um vencedor sem que o sentimentalismo ou remorso nos roube a menor parcela de energia.

15...abrir-nos à convicção perceptiva que o Mundo com as qualidades e as deficiências que surgem ante os nossos olhos é o melhor que pode ser e que é absurdo importar-nos com a distinção entre vícios e virtudes, pois o ser humano comum vivendo em estado psicológico de sonho não merece censura ou elogios, não pode ser livre, comporta-se como ente mecânico, faz o que tem a fazer movido por engrenagens psiquicas que desconhece.




16...no âmbito de uma consciencialização religiosa, ter presente que isso que se chama de Alma não é algo de imortal, que são Qualidades que se forjam ou que se perdem ante uma interacção em graus de potencialidades energéticas que são vulgarmente denominadas de Espírito e Matéria.

17...situar-nos ante o que temos de fazer com coragem e placidamente, sem lamentações contra a sorte e sem criar face à vida o sentimento de inferioridade pois a vida logo se aproveitaria de tal coisa para nos maltratar.

18...fazer o nosso trabalho com a máxima correcção sem optar por esquemas convencionais de sustentação pessoal, não ter medo e confiar no manancial de possibilidades que a própria vida nos pode presentear.

19...ter em consideração e forte convencimento de que a pequena solidez vale mais do que as grandes incertezas e de que o núcleo que pode aguentar-se em si e por si mesmo algum dia se multiplica e vence.

20...agir sobre os outros na medida que nos tenhamos aperfeiçoado e avançado no caminho da Virtude.

21...estabelecer um programa e um método de verificação para comprovar “decisões finais” na entrada no “caminho da Transformação pessoal”, praticando a Temperança; o Silêncio, pela precisão da palavra; a ordem das coisas; fazer cada trabalho a seu tempo; ser resoluto, determinar o que fazer e executar o que se determina; praticar a Frugalidade, a Diligência, ocupando-se sempre com algo de útil; ser Sinsero; ter sentido de Justiça; não negar-se aos favores que se deve; ser Moderado, evitar os extremismos e o ressentimento contra as injustiças como se elas fossem importantes; ter Tranquilidade, não se perturbar por ninharias; ser Humilde; praticar a Castidade Científica e fazer um “inventário” das faltas cometidas, procurando, não que tais falhas nunca apareçam, mas que diminuam gradualmente.

22...ter um sentido cuidadoso no que se relaciona com as Autoridades e Crenças Religiosas, pois mais se consegue para si próprio e para os outros por meios brandos do que por meios de ataque, que só cria inimizades e que impedem que se adopte as boas medidas a propôr.




23...no Desenvolvimento de tipo Superior é sumamente conveniente olhar-se para as relações humanas, a actividade social que permita realizar-se a um tempo o Bem dos outros e o nosso, que vai educando gradualmente de modo a suprimir os defeitos pessoais e a suportar os defeitos dos demais, sempre com Tolerância, com Simpatia, sem as exigências que se podem exigir a outras purezas de espírito.

24...no relacionamento normal com os demais concidadãos, não devemos situar-nos no sentimento de amor lírico e exaltado, vendo-os com altíssimas qualidades a ponto de se lhes exigir o que não podem dar, pelo que torna-se inconveniente a exortação aos ascetismos, renúncias ou marchas gloriosas para as Regiões Angélicas, mas sim dar uma orientação correcta, positiva e organizada da vida comum, dando o melhor de nós para com os semelhantes.

25...no que se refere ao próprio desenvolvimento íntimo, este deve estar orientado para a penetração no “Desconhecido”, para a Investigação dos Fenómenos Naturais e tendo presente no espírito que as pessoas não podem ser melhores enquanto as coisas não o forem, e que é um dever, um dever agradável, que aquilo que se viu com mais inteligência ou melhores circunstâncias servir para o progresso material, inventando comodidades de vida que possam estender-se a toda a Comunidade, imprimindo um  espírito de alegria e compreensão para benefício geral.

26...compreender que o caminho para a conquista económica assenta no trabalho dedicado e na poupança, tendo em consideração que a pobreza não trás consigo nada de bom e que uma sólida situação económica serve de base para o melhoramento da inteligência e carácter quando assenta numa solidez Ética.

27...ser-se capaz de estabelecer uma relação social com espírito fraterno e cuidadosa distância, pois temos de olhar o Mundo tal como ele se apresenta e ao mesmo tempo ter uma exigência de triunfo nesse mesmo Mundo, pois torna-se uma condição indispensável para de algum modo ser possivel transformá-lo, sabendo que a transformação há-de ser lenta, com hesitação, recaídas, talvez não por causa da própria natureza do homem, mas pelo menos no que as circunstâncias da vida fizeram dele.

28...ao actuar-se no campo social e também no âmbito pessoal não pensar-se em façanhas heróicas e a conquistar o impossível, mas sim com os pés bem assentes na terra, ir com passo calmo e pacífico, olhando para as vitórias de cada dia e não para glórias futuras que não se poderá usufruir e de que nem sequer se tem a certeza.

29...sentir-se como um igual a todos os semelhantes sem delírios de superioridade, contudo quando se vai para acontecimentos novos e que transformam realmente o aspecto do Mundo, levar o olhar fito na resplandecente Estrela que fulgura nas Alturas que solitária cruza o Firmamento nocturno.

30...na percepção das realidades sociais que nos envolvem pode-se ver que os defeitos de um Governo e a origem de todos os conflitos não está tanto na qualidade das pessoas mas nos vícios das Instituições e que nestes nossos tempos o homem ainda está confrontado com a exploração económica e por conseguinte a opressão política de um pequeno grupo bem organizado sobre a grande maioria dos cidadãos.

31...nas acções do homem comum, percebe-se que os interesses materiais podem operar maravilhas e que qualquer proposta que alargue benefícios apresenta-se luminosa a quem neles vê probabilidades de lucro, contudo e apesar de ser esta a condição vulgar da pessoa humana, não deve haver pessimismo sempre e quando nos debatemos pelo desenvolvimento de maiores possibilidades humanas, seja no campo material ou espiritual, requerendo-se apenas uma atitude cuidadosa e tacto suficiente para fazer que tudo possa ser útil mesmo que à Moral convencional e retrógada apareça como algo errado.




32...na actuação do nosso presente olhemos para o passado num quadro geral de contemplaçãao e auto-crítica de modo a ganhar mais Consciência sobre o que até aqui fomos e fizemos, tendo no nosso entendimento que do passado só nos interessa o que de ensinamento ele encerra e contém força de avanço, pois o resto está morto.

33...o passado não pode servir de quadro de existência a quem realmente vive para construir, tanto no presente como no porvir, e ter em consideração que o trabalho de cooperação deve sobrepôr-se ao individual por este ser de ordem dispersa e o outro partir da base que toda a Boa Obra é de todos e que aponta para o surgir de uma outra Humanidade mais fraterna.

34...os que têm como ideal uma Organização do Mundo apoiada sobre a Fraternidade e a Cooperação têm que apoiar-se na Paciência, no sentido de Eternidade Universal, de quanto fugidia é a passagem do Homem sobre a Terra e com uma Visão de Águia quanto à marcha do porvir da Humanidade.

35...ante isso que se chama Morte, não se a deve temer, seja qual for a forma que se apresentar; encará-la como um fenómeno da Vida, por certo algo desconfortável, mas que terá de aceitar-se com simplicidade e corajosa serenidade.










quarta-feira, 21 de março de 2012

...PRINCÍPIOS DA “CABALA” E UM OLHAR EM DIRECÇÃO À MULTIPLICIDADE DO “SER”



...nesta Era da “Revolução da Dialéctica” não nos assusta falar dos “Princípios Inteligentes” dos Fenómenos Mecânicos da Natureza; somos partidários de um “Politeísmo” moderno fundamentado na Psicotrónica.


...nesta Nova Era, nesta nova etapa da “Revolução da Dialéctica”, o “Politeísmo” deve ser esboçado psicologicamente, de uma forma transcendental, e ser, além disso, divulgado de forma inteligente.


...torna-se necessário fazer uma divulgação muito sábia de um “Politeísmo Monista”, Vital e Integral. O “Politeísmo Monista” é a síntese do Politeísmo e do Monoteísmo...a “Variedade” é a “Unidade”.


...nestes tempos de caducidade Civilizacional são necessárias a Revolução da Dialéctica, a Auto-Dialéctica e uma Nova Educação.


...na Era da “Revolução da Dialéctica”, a arte de Raciocinar, deve ser orientada directamente pelo “Ser”, para se tornar metódica e justa. Uma arte objectiva de Raciocinar produzirá uma mudança pedagógica integral.


...todas as acções da nossa vida devem ser o resultado de equação e de uma fórmula exactas, para que as capacidades da Mente e as funções do Entendimento possam surgir.


...a “Revolução da Dialéctica” tem a chave certa para criar uma Mente emancipada, uma Mente livre  de condicionamentos e livre do conceito opção. Unitotal.


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...o conceito disso que é o “Eterno”, o “Divinal” em todas as Culturas enfatiza a ideia do “Superior”, do que é “Elevado”, d’Aquilo que se encontra para além de todo o Criado e que na realidade é a sua própria Origem.

...damo-nos conta  que essa “Parte” que é de natureza Insubstancial, inata no ser humano é de ideia comum em todas as Culturas e induz ao anelo de uma integração com  Ela, de uma fusão com esse “Princípio Superior”.

...observa-se que em cada Cultura tem surgido um sistema diferente de aproximação ao “Divinal”, de acordo com a idiosincrasia própria da sua gente, não obstante todos esses Sistemas Religiosos têm a mesma finalidade: conseguir a união do homem terreno com “Isso” que está para além do “observável” com os sentidos comuns.

...tenha-se em consideração que cada Sistema Religioso sempre abarcou ou tem apresentado dois aspectos distintos: um para o público, para as grandes massas humanas, a parte exotérica, onde se fomenta o sentimento devocional, exortando-se ao cumprimento de preceitos de enquadramento Moral de modo a estabelecer-se socialmente e individualmente um equilibrio psiquico normal e de elevação para o género Humano.
E um outro aspecto, para aqueles poucos cuja formatação Religiosa não satisfaz e que procuram algo mais profundo; é o Círculo de um Conhecimento de tipo superior, o Circulo Hermético, comum às “Escolas de Regeneração”, que instruem todo o “Aspirante” que percorre o“Caminho do Conhecimento em direcção ao “Ser”; mostrando-lhe o lugar que ocupa a respeito do seu próprio “Ser” assim como o motivo da sua manifestação no Mundo do Sensível, etc, etc...

...comecemos então por um olhar à origem do “Ser”; de onde procede.
À luz da Cabala, o “Ser” apresenta dois aspectos: um é o Inmanifestado, o outro é o Manifestado.
O Inmanifestado tem o seu centro de gravidade nisso que se chama o “Absoluto”.
Cabalisticamente diz-se que o “Absoluto” é o “Ser” de todos os Seres.
É o que “É”, o que “Sempre Foi” e o que “Será”.
Que por sua vez é a origem ou causa do Espírito e da Matéria, ainda que não seja uma coisa nem outra.

...nesta época, nós seres humanos, encontramo-nos num estado psíquico deveras deplorável, estamos completamente dominados por isso que se chama Mente Concreta, a qual nos faz cometer toda a espécie de erros, ou defeitos de tipo psicológico, os quais nos impedem de chegar ao Anfiteatro da Ciência Cósmica e por conseguinte nos impedem de chegar ao “Ser”.

...para entrar por um genuíno Auto-Conhecimento, e nisso que é denominado como Ciência Pura, temos inevitavelmente de entrar pelo processo voluntário da aniquilação do Eu, ou seja os diversos erros de tipo psicológico que se gestam nos diversos terrenos do Subconsciente da Mente.
O “Ser” e o “Eu” são incompatíveis.

...o “Ser” por conseguinte tem a sua Realidade no Espaço Abstracto Absoluto, é Incondicionado e Eterno, é Luz Increada, é a Noite Profunda da “Grande Palavra”, é o Eterno Pai Cósmico Comum, a Infinitude que tudo sustenta, o Omnimisericordioso.

...do ponto de vista da Tradição Rabínica, é “Aelohim”, o Inmanifestado que se desdobra em “Elohim”, o qual se traduz como o Divinal Manifestado que sai das entranhas de “Aelohim” para criar e voltar a criar.                                                                                                                                                                            “Elohim”, do ponto de vista da Religiosidade Hermética, são Deuses e Deusas, isto é, representa um conceito feminino com terminação masculina.

...no seio do “Eterno Pai Cósmico Comum”, durante a Noite Cósmica ou Mahapralaia, os Elohim, são meramente Supra-átomos Divinizados submergidos entre “Isso” que não tem nome.

...quando esses Supra-átomos Divinais, ou “Chispas Virginais” anelam ser algo ou alguém com diferenciação ao “Pai”, ao Omnimisericordioso que tudo sustenta, desiquilibram as Três Qualidades da Substância que se chama Matéria, que no Hinduísmo se chamam de Três Gunas, as quais durante a Noite Cósmica, o Grande Pralaia, se encontram em equilibrio, em perfeita harmonia.

...tenha-se em consideração que no Universo existem vários elementos e sub-elementos com vários graus de Materialidade, porém todos advêm de uma única Substância Primordial que no Hinduísmo se denomina de “Prakriti” e esta possui Três Qualidades Fundamentais, que são as Três Gunas: Satwa, Rajas e Tamas.

...o Bhagavad Gita, livro sagrado do Senhor Krishna, ilustra-nos sobre a “Substância Primordial” e a sua relação com o “Ser” encarnado, dizendo: ...a Grande Prakriti é a minha Matriz, aí coloco o Germen, e dele, oh “Baharata” nascem todos os seres...a Prakriti é a verdadeira Matriz de qualquer coisa que nasce nas distintas matrizes, e Eu Sou o Germinador Paterno. Satwa, Rajas e Tamas, estas três Gunas da Prakriti ligam fortemente o “Ser” encarnado.
Satwa que é puro e luminoso liga o “Ser” encarnado mediante o apego à Felicidade e à própria Sabedoria. Rajas, é de natureza passional, é a fonte de todo o apego e do desejo e liga fortemente o “Ser” encarnado à acção. Oh “Baharata”, fica a saber que Tamas nasce da ignorância e alucina todos os seres; liga o “Ser” encarnado mediante a inadvertência, a inércia e o sonho.

... assim pois, durante o Grande Pralaia, a Noite Cósmica, estas Três Gunas estão em perfeito equilibrio na Grande Balança Universal, porém quando os tais Supra-átomos Divinais aspiram a ser algo mais, então produz-se um desiquilibrio das Gunas, da Substãncia Primordial e inicia-se uma Nova Manifestação Sideral , é a Aurora de um Novo Dia Cósmico, no qual nasce o Universo no seio da Prakriti.

...na Noite Cósmica ou Pralaia, a Prakriti é uma Totalidade Integral, porém ao manifestar-se, ao entrar em actividade, fica dividida em Três Aspectos: 1- o Espaço Infinito; 2- a Natureza; 3- o Homem; quer dizer, surgem à manifestação as denominadas “Três Marias” do Cristianismo Secreto: a “Mãe” no Espaço Infinito ou “Mãe Espaço”; a “Mãe Natureza” e a “Mãe Cósmica Particular Individual (no ser humano).

...do ponto de vista da “Cabala”, o “Ser” desdobra-se em Diversas “Partes Autónomas e Auto-Conscientes”, é a “Catexis Ligada”, a “Energia” do «Ser», dos Ensinamentos da “Revolução da Dialéctica”, à luz do Pensamento actual da Filosofia Gnóstica.

... como já foi mencionado atrás, do “Absoluto”  advém “Elohim” e este desdobra-se em Kether, o “Ancião dos Dias”, o “Oculto” do oculto, a “Misericórdia” das misericórdias, o Nosso “Pai” que está em Segredo, (segundo as palavras de Jesus o Cristo), e este, desdobra-se no “Chokmah” da “Cabala”, (o Cristo Cósmico), que por sua vez se desbobra em Binah, (o Espírito Santo).

...é a “Tríade Logoica”: «Kether», o 1º. Logos, a Sabedoria; «Chokmah», o 2º. Logos, o Fogo Solar Universal que crepita em toda a Criação; «Binah», o 3º. Logos, a Força Sexual em todo o existente.

Esta “Tríade”, logo se desdobra noutra “Tríade”, constituída pelo ”Atman” (Teosófico), o “Íntimo”, o qual possui Duas Almas Gêmeas, segundo o Gnosticismo; a 1ª. é “Geburah”, a Alma Divina, a Consciência Iluminada, (Budista), a Alma Espiritual, a Walquíria, (da Mitologia Nórdica), a Bela Helena, (da Cultura Greco-Romana).
A 2ª. é o “Manas Superior” (da Teosofia Oriental), é a “Alma Humana”, o “Corpo Causal Solar”, ( dos Gnósticos), é “Tipheret” (da Cabala).
Esta segunda “Tríade”, por sua vez desdobra-se numa outra “Triáde”, constituída por “Netzah”, o Mundo da “Mente Cósmica” e a “Mente Humana Solar”; por “Hod”, o “Corpo Astral Solar”, o “Corpo das Emoções” ou a “Supra-emotividade” e por “Jesod”, o “Corpo Vital”, o Corpo Tetradimensional que serve de suporte a “Malkuth”, o Corpo Físico, que no seu conjunto se constituem no “Quaternário inferior do homem”; e assim temos a ”Árvore Sephirótica Cabalística”, a Árvore da Vida, com os seus “Três Triângulos”: o “Triângulo Logoico”; o “Triângulo Éticio” e o “Triângulo Mágico”.
Mais abaixo estão ainda os “Kliphos”, os Mundos Infra-dimensionais Planetários e do Homem.

...no Quaternário inferior constituído pela Mente, pela Emoção, pela Força Vital e pelo Corpo Físico,  é onde reside encarnada, uma “Fracção do «Ser», é a “Essência”, a, (verdadeira) “Consciência”; um “Embrião de Alma” que pode ser incrementada e fortalecida até se converter numa Consciência Totalmente Iluminada, Integra, que recolhe toda a “experiência da sua manifestação” para depois se fundir com o “Todo Universal”.

...actualmente o ser humano apresenta-se de forma incompleta, é uma crisálida humana, um animal-humano tri-centrado ou tri-cerebrado, ou seja é parecido a uma máquina movido e comandado por três centros psíquicos: o cerebral, o emocional e o motriz, onde praticamente a sua “Essência, o que ele É na realidade, se encontra paralisada.
Pelo que urge que passe por uma transformação da sua Psique, se quiser avançar no seu desenvolvimento interior, fabricar os legítimos Corpos Existênciais Superiores do “Ser”, (“Corpos Solares”, segundo a Filosofia Gnóstica) e converter-se num legítimo Mutante, (da Alquimia), converter-se num “Homem verdadeiro”, um “Homem Solar”.
Deve ter a preocupação de caminhar para um Auto-Conhecimento, cumprir com a “Mensagem dos Imortais”: «Homem, Conhece-te a ti Mesmo», descobrir na sua natureza humana os elementos subjectivos das percepções ou erros psicológicos que o mantêm no seu actual estado de crisálida ou robot humano.

...tem de se fazer luz nos diversos níveis do subconsciente e isto só é possivel eliminando os elementos subjectivos das percepções que se carrega no interior de si próprio.
Tudo começa por uma “auto-observação consciente ” dos processos íntimos, por um desenvolvimento do “Sentido de Auto-observação Psicológica” de modo a capturar nos diversos níveis do subconsciente aos elementos inumanos que se carrega em tais profundezas psiquicas, para logo serem segregados e eliminados mediante procedimentos correctos  inerentes à “Senda do Conhecimento”, de acordo à Ciência Secreta.
                                                                                                                                                                                                                              
...é o “Caminho da Auto-Realização Íntima do «Ser», do legítimo Mutante da “Alquimia”, a qual é um trabalho de refinamento profundo com as “Águas da Vida”, com as Energias Primárias Criadoras Sexuais.

...todo o “Caminhante da Senda Interior”, da “Rebeldia Psicológica”, deve entrar por um profundo conhecimento de todos os seus processos psicológicos, deve consciecializar-se do seu “Ser” pois é este que verdadeiramente nos ajuda a percorrer o “Caminho Secreto”.
Urge que a “Essência”, que é a única coisa decente que nos anima, saia do seu torpor, se fortaleça e se expanda para que surjam à actividade no nosso foro íntimo, as “Diversas Partes do nosso Ser”, as quais tornarão possivel a caminhada para a nossa “Totalidade”.





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...antes do amanhecer do Dia Cósmico, o Universo repousava na sua extraordinária Obscuridade.
Antes de se iniciar a Aurora de cada Universo, a Eterna Luz Negra, ou Obscuridade Absoluta, repousa no “Caos”.
As “Trevas” são em si mesmas, Pai-Mãe e a “Luz” é o seu Filho; diz-nos a Sabedoria Antiga.
É evidente que a “Luz Incriada” tem uma origem ignota, absolutamente desconhecida para nós.
De nenhum modo exageramos se enfatizarmos a ideia que tal origem são as “Trevas”.
...falemos agora sobre a Luz Secundária Cósmica; é óbvio que qualquer que seja a sua origem, tem um fundo Maiávico, um caracter passageiro.
As Inefáveis  Profundas constituem pois, a Matriz Eterna, na qual as origens da Luz aparecem e desaparecem.
...diz-se que o “Absoluto” são “Trevas” e que das “Trevas” sai a “Luz”.
A “Luz Incriada” do “Absoluto” sai das Trevas Profundas da “Grande Noite”.
Dessas “Trevas” que não têm Luz, brota a “Luz Increada”.
...se nós estivéssemos aí , não veríamos mais que um abismo e profundas trevas, porém para os “Paramarthasatyas”, (habitantes do Absoluto) essas Trevas são Luz Incriada, que não foi criada por ninguém e onde reina uma Felicidade Inesgotável, uma Dita Inconcebível.
...o “Absoluto” é o “Ser” de todos os Seres.
É o que É, o que sempre Foi, e o que Será e que se expressa como Movimento e Repouso Abstractos Absolutos.
Ele é a causa do Espírito e da Matéria, porém não é uma coisa nem outra.
O Absoluto está para além da Mente, esta não pode compreender-Lo, de modo o que só nos resta intuir a sua Natureza.
O “Absoluto” está para além da vida condicionada, mais além de tudo o que é relativo.
É o “Ser” Real, ou o “Não-Ser” porque não guarda concordância alguma com os nossos conceitos, contudo é o “Ser” Real”.
E isto acontece porque não o compreendemos intelectualmente; para nós é como um “Não-Ser”, ainda que por si seja o “Real Ser” do nosso “Ser”.
...”Ser” é melhor do “Existir”, e a razão de Ser do “Ser” é o próprio “Ser”.
No “Absoluto” está a nossa Legítima Existência, que é um Não-Ser, um Não-existir para a Razão humana.
...o “Absoluto” não é um Deus, nem tampouco um Indivíduo Divino ou Humano; seria absurdo dar forma ao que não tem forma; seria um depropósito tentar antropomorfizar o “Espaço”.                                                                 Concerteza que o “Absoluto”  é Espaço Abstracto Incondicionado  e Eterno, muito para além dos Deuses e dos Homens.
O “Absoluto” é “Luz Increada”, que não faz sombra por nenhum lado durante a Noite Profunda do “ Grande Pralaia”, (Noite Cósmica).


Samael Aun Weor






sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

...PARA UMA NOVA FORMA DE PENSAR EM DIREÇÃO AO “INDESCRITÍVEL”

-(desenvolvendo uma percepção) ...ao Princípio Dialéctico e Cósmico entre Amor e Morte; Energia e Matéria; Objectivação da Consciência e Mundo da Ilusão.








...não se pode explicar a grandeza do "Incomensurável", só pode senti-lo um coração purificado e livre.

...no acto existencial criativo do indivíduo está sempre presente o "princípio da Tolerância" para com o outro.

...a psicologia bi-referêncial e contraditória tem o seu foco gravitacional na parte exterior de nós próprios.
A psicologia com um terceiro ponto de referência e com integridade tem o seu centro de gravidade na profunda "Interioriadade" que somos.

...não se pode sair da psicologia bi-referêncial enquanto primeiro aflorar o sentimento animal.

...aquele que não consegue discernir objectivamente sobre ele próprio, de um modo geral sempre se julga superior.

...aquele que vive na periferia de si mesmo nunca poderá fazer nada por si próprio em termos de crescimento interior e muito menos pelo outro; quer dizer, nunca poderá entrar pelo caminho da "acção consciente", pois sempre viverá na esfera do sentimento emocional.

...no acto de "observação de si" tem de surgir a percepção das três forças nesse instante de atenção consciente: -a força negativa de fixação dos impulsos subconscientes; -a força positiva da negação a esses mesmos impulsos; -a força neutra da compreensão criadora que nos leva para os espaços interiores de nós próprios e permite a elevação a níveis superiores.

...o que nos deve motivar a uma legítima transformação na nossa forma de ser, deve ser a “generosidade”, quer dizer, não deve estar focada em nós próprios, mas sim no outro.

...tudo se dá por afinidade simpática, por magnetismo; ao darmos "generosidade", permitimos que brilhe no outro a "generosidade".






...na vida, o ser humano, cresce cheio de esperança, vive cheio de ilusões e vem a morrer cheio de frustrações; até que…!

...o estado caótico da Mente não permite a capacidade para estabelecer coerentemente uma lógica cognitiva superior (Consciente).

...a Inteligência é um Poder Matemático que concilia harmoniosamente os Eventos com os Estados de Consciência.

...verdadeiramente as ataduras ao corpo causam toda a escravidão e miséria. Conhece pois, a Verdade do "Ser" e sê livre.

...as pessoas prudentes que a ninguém injuriam e que dominam constantemente o seu próprio corpo, irão ao lugar que não há mudança.

...na verdade viveremos felizes se não odiarmos aqueles que nos odeiam e se entre gente que nos odeia, habitarmos livres de rancor.

...aqueles que permanecem sempre vigilantes, que estudam dia e noite, que se esforçam por por chegar à "Felicidade do Ser", acabarão por extirpar as suas próprias paixões.

...renuncia ao trabalho egoísta, porque este cria a escravidão.
O que se dedica à busca da "Verdade" não tem qualquer atadura.

...reflexiona com a Mente purificada sobre as maldades que produzem as ataduras.

...refugia-te no teu "Ser" e realiza os teus deveres da vida sem nenhuma atadura.

...a Paciência leva à justiça; com Justiça chega-ao ao domínio; o Domínio leva para as Alturas e o "Alto" conduz ao "Caminho da Verdade".

...o Homem guia-se pela Terra; a Terra guia-se pelo "Alto"; o "Alto" guia-se pelo "Caminho da Verdade" e o "Caminho da Verdade" guia-se por Si mesmo.

...foge da ignorância, foge também da ilusão; afasta o teu semblante das decepções mundanas; desconfia dos sentidos externos, porque te apresentam uma falsidade.

...aquieta o teu pensamento e fixa toda a atenção no teu "Ser", a quem todavia não vês, porém a quem tu sentes.

...somente quando nos perdemos pelos caminhos da obscuridade, podemos ouvir os passos e evocar a sombra do Desconhecido que nos acompanha.

...o extase é o gozo de sentir-se engendrado no infinito do instante.

...as palavras que são "verdade" não são belas.
As palavras que são belas, não são "verdade".
Quem é inteligente não discute. Quem discute não é inteligente.

...quem estuda sabe cada vez mais.
Quem conhece o "Caminho da Verdade", sabe cada vez menos.
Esquece e esquece até não fazer nada. Quando nada se faz, nada fica por fazer.
O "Caminho da Verdade" somente o pode obter a "não-acção".

...quem é sábio, não é erudito. Quem é erudito, não é sábio.
O sábio não acumula posses. Quanto mais faz pelos demais, mais tem.




sem sair de casa, se conhece o mundo.
Sem assomar-se à janela se vê o "Caminho do Alto".
Quanto mais se sai fora, tanto mais pequeno é o conhecimento.
Por isso, o sábio sem necessidade de sair, tudo sabe.

...toda a causa tem o seu efeito; todo o efeito tem a sua causa. A morte nada mais é que o nome que se dá a uma lei desconhecida.

...os lábios da Sabedoria permanecem fechados, excepto para o ouvido capaz de Compreender.
Quando o ouvido é capaz de ouvir, então vêm os lábios que hão de enchê-los com Sabedoria.

...tudo é dual; tudo tem dois polos; tudo, o seu par de opostos; as semelhanças e os antagonismos são o mesmo.
Os opostos são identicos em natureza, porém diferentes em graus; os extremos tocam-se; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem reconciliar-se.

...a Mente tal como todos os metais pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de vibração em vibração.

...a posição do Conhecimento se não está acompanhada por uma manifestação e expressão na prática e em obra, é o mesmo que enterrar metais preciosos.
 O Conhecimento, tal como a fortuna devem utilizar-se.

...dentro de ti tens a mais sólida das ferramentas; a luz misteriosa de todos os segredos.

...busca dentro de ti a solução de todos os problemas; até mesmo aqueles que crês mais exteriores e materiais.

...dentro de ti está sempre o segredo; dentro de ti estão todos os segredos.

...antes de colher a acha mais afiada, o pico mais duro, a ferramenta mais resistente, refugia-te no teu interior e pergunta.




...o "Insondável" é o grande silêncio do infinito.
 No mundo tudo fala d’Ele.
 A Natureza o representa com a sua harmonia e eterna calma.

..por detrás da manifestação da vida está a morte.
 Por detrás da manifestação da morte está a Vida Eterna.

...o problema da pessoa comum é que apenas percebe as coisas intelectualmente e não com a Consciência.
 É preciso aprender a sentir a diferença através da prática.

...é interessante deleitar-nos em saber que alguém representa um qualquer fenómeno cósmico, mas o que é deveras extraordinário é a consciencialização de que um qualquer fenómeno cósmico esteja representado em alguém e que esse alguém possa ser até o próprio.

...o abrir-se à percepção espacial ou visão interior, tem mais a ver com uma visão para ser escutada, do que para ser vista.
 Assim que urge aprender a sentir com o olhar.
 Isso acontece quando não se olha directamente dentro das coisas.

...temos de conhecer as Leis Universais, tendo o Homem como referência.

...no mundo visível, a Verdade aparece de modo inverso.

...a descoberta da Verdade é um caminho prático.

...a lei da Relatividade, (tempo-espaço-movimento) explica os estados subjectivos da vida e por conseguinte, da existência humana comum.

...o condicionamento energético produz a repetição de "tempos" (lineares).
O Tempo Linear é uma obstrução fatal na Energia Livre no seu Movimento.

...a subjectividade mental produz a ilusão e a elasticidade do Tempo.

...a nossa vida encurta-se quando estendemos o Tempo, pelo que se torna necessário perceber tal fenómeno na nossa Interioridade.

...urge que se viva o Tempo individual em termos de horas e se compreenda o Tempo colectivo em termos de séculos.

...o subconsciente é o sepulcro do passado sobre o qual arde a chama fátua do pensamento. O que está guardado dentro do sepulcro é podridão e restos mortais, porém a lousa sepulcral é muito bonita e sobre ela arde fatalmente a chama do intelecto.





 …Consciência que dormes; 
 que diferente serias, se “despertasses”; 
 conhecerias as “Sete Sendas da Felicidade", 
 brilharia por todo o lado a luz do teu Amor, 
 as aves regozijar-se-iam por entre o mistério dos teus bosques, 
 a luz do Espírito resplandesceria e,
 alegres, os Elementais cantar-te-iam versos em coro.
 (Samael Aun Weor)


 …plantei a semente de palavras sagradas neste Mundo. 
 Quando muito depois da morte da palmeira; aluir o rochedo; 
 quando a magnificência de todos os reis não for mais do que podridão de folhas secas; 
 através dos dilúvios, mil arcas guardarão a “minha palavra”. 
 Ela prevalecerá. 
 (Wilhelm Reich)